O Vigésimo Terceiro cansativo Informe da Federação chega até nós com o título de Avaliação. Como já era de se presumir, mais uma vez orientam pela aceitação da proposta. Um texto que, diga-se de passagem, está cheio de contradições. Fazem um breve histórico sobre a lei da PLR e as expectativas frustradas ante o pagamento da mesma, apontam distorções e, por fim, orientam pela aceitação da proposta. Mas, claro, Companheiros, a aceitação da proposta vem acompanhada de ressalvas e ameaças de Greve à Empresa. Na prática sabemos que a atuação da FENTECT está burocratizada e seus informes são apenas textos de encenação teatral.
“A participação nos lucros foi transformada em lei no ano de 2001, mas a ela somente foi paga na ECT em 2003. Este processo de discussão e pagamento sempre produziu situações em que as entidades sindicais nunca conseguiram – com exceção de 2006 - chegar a um acordo assinado. O histórico de negociação da PLR tem demonstrado uma falta de respeito com os trabalhadores na medida em que não se chega a um acordo e a empresa paga unilateralmente com critérios esdrúxulos, prejudicando milhares de trabalhadores.”.
Eis a pergunta que não quer calar: Por que será que as entidades sindicais governistas nunca conseguiram chegar a um acordo de PLR que favoreça os trabalhadores?
Mais adiante citam que esse mesmo Governo que usou “critérios esdrúxulos, prejudicando milhares de trabalhadores” conseguiu, nas palavras deles: “com a vitória da presidente Dilma e com o advento do PT no Ministério das Comunicações,
na presidência dos Correios e na diretoria de recursos humanos, iniciar o processo de discussão desta PLR”.
Observem que essa discussão trouxe consigo alguns avanços sim, mas que também vem propondo um grande retrocesso: o tal do Acordo Bianual. Se por um lado conseguimos estabelecer um teto e ao mesmo tempo contemplar trabalhadores que antes não recebiam PLR, por outro lado, ela limita a possibilidade de negociação, sobretudo no que diz respeito a inclusão do GCR (gerenciamento de competência e resultado) como critério de corte na parcela individual no ano de 2011, sem garantia de um valor mínimo.
A experiência nos faz céticos diante dos benefícios de um Acordo Bianual, principalmente com a possibilidade de corte tendo como critério o GCR. Pela falta de preparo de muitos gestores, pela vinculação político-partidária de outros tantos, permitir que o GCR seja critério para o pagamento da PLR2011 é ser condescendente com um “mecanismo histórico de repressão”.
Fica evidente nos informes da FENTECT a criação de um meio termo quando faz uma crítica histórica à forma como o pagamento da PLR foi administrado pela Empresa nos últimos anos e quando elogia os “avanços” da nova gestão petista na mesa de negociação. Sugerem que depois de o PT demonstrar historicamente a falta de respeito para com os trabalhadores nas negociações da PLR, devemos chamar as pequenas concessões, que eles nos fazem hoje, de avanço (?).
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