Os Correios ganharam ontem, dia 06/10/2011, uma liminar que pedia a manutenção de 40% dos funcionários trabalhando nas agências (entenda-se CDD's). Uma hipocrisia da empresa que dizia na imprensa ter 80% dos funcionários trabalhando. A justiça burguesa considerou que pelo fato de os Correios terem monopólio sobre a entrega de correspondências, dever-se-ia garantir o atendimento minímo à população. Ora, ora, uma falácia. A justiça nunca esteve preocupada com o atendimento à população, pois se assim estivesse, se manifestaria nas diversas vezes em que o concurso público foi anulando, causando transtorno na entrega de correspondências a milhões de brasileiros.
O que está havendo, companheiros, é a intolerância dos poderosos que não admitem a manifestação de operários. Querer mais de R$ 50,00 de aumento ofende ao empresariado, ao governo petista, a direita, a imprensa e os marajás do serviço público que são beneficiados com super salários.
Se a empresa alega que 20% dos trabalhadores estão em greve e pede que desses 40% volte ao trabalho, significa simplesmente dizer que somos nós que carregamos essa empresa nas costas. Somos nós, trabalhadores da área operacional, que nos sacrificamos para atingir altos indíces de lucratividade abaixo de sobrecarga de serviço e assédio moral.
Estadão:
A decisão, proferida "para atendimento dos serviços inadiáveis para a comunidade", é resultado de ação proposta pelos Correios contra a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect) no TST.
Na liminar, o presidente do TST também antecipou para o início da tarde de sexta-feira a realização de uma audiência sobre o processo de dissídio coletivo entre Correios e trabalhadores. A reunião estava, inicialmente, prevista para segunda-feira. O número de correspondências atrasadas em 23 dias de greve já chegou a 159 milhões, segundo os Correios.
Nenhum comentário:
Postar um comentário