Em Porto Alegre, integrantes do Sintect-RS protestaram bloqueando a Avenida Ipiranga
Apesar do acordo firmado nesta terça-feira com a direção dos Correios, a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect) admite que a greve irá continuar. Hoje, os sindicatos dos Estados mais representativos rejeitaram o acordo em assembleias pelo país. Com isso, a paralisação deve continuar até que o dissídio da categoria seja julgado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST).Para que a greve fosse encerrada, seria necessário que a maioria dos 35 sindicatos acatassem o acordo. O que ocorreu, no entanto, foi o contrário (tabela abaixo), com a maior parte dos sindicatos rejeitando a proposta dos Correios.
Em Porto Alegre, após assembleia, o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos do Rio Grande do Sul (Sintect-RS) realizou protesto bloqueando a Avenida Ipiranga.
— Temos a convicção de que todos os sindicatos irão rejeitar o acordo e manter a greve — disse o secretário-geral do Sintect-RS, Vicente Guindani.
bloqueando a Avenida Ipiranga
Apesar do acordo firmado nesta terça-feira com a direção dos Correios, a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect) admite que a greve irá continuar. Hoje, os sindicatos dos Estados mais representativos rejeitaram o acordo em assembleias pelo país. Com isso, a paralisação deve continuar até que o dissídio da categoria seja julgado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST).
Para que a greve fosse encerrada, seria necessário que a maioria dos 35 sindicatos acatassem o acordo. O que ocorreu, no entanto, foi o contrário (tabela abaixo), com a maior parte dos sindicatos rejeitando a proposta dos Correios.
Em Porto Alegre, após assembleia, o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos do Rio Grande do Sul (Sintect-RS) realizou protesto bloqueando a Avenida Ipiranga.
— Temos a convicção de que todos os sindicatos irão rejeitar o acordo e manter a greve — disse o secretário-geral do Sintect-RS, Vicente Guindani.
Em São Paulo, o presidente do sindicato, Elias Cesáreo de Brito Júnior, disse que o principal ponto de insatisfação da categoria é o desconto de seis dias, dos 21 em que trabalhadores cruzaram os braço, na folha de pagamento, além da previsão de compensação dos outros 15 em finais de semana.
Ele explicou que, atualmente, um funcionário dos Correios que trabalha aos sábados tem direito a dois dias de folga por semana. Mas, na forma estipulada no acordo, cada sábado trabalhado compensará apenas um dia parado.
Outro ponto de insatisfação está no fato de os Correios não terem aceitado dar o aumento linear de R$ 80,00 a partir de 1º de agosto, data-base da categoria. Pelo acordo fechado ontem, esse acréscimo incidirá apenas a partir do salário de outubro.
Já no Distrito Federal, a presidente do sindicato, Amanda Gomes Corcino, admitiu que, com a rejeição da proposta, haverá o desconto automático de todos os 21 dias da greve. Ela ponderou, no entanto, que os trabalhadores preferiram deixar a decisão para o TST em vez de de aceitar as condições acordadas.
Amanda disse, também, que espera que até segunda-feira, quando está marcada nova audiência no TST para discutir a questão, as negociações avancem com a empresa em relação à compensação dos dias parados e também em relação ao aumento real nos salários.
Proposta dos Correios:
Nesta terça-feira, a Fentect aceitou o acordo que foi levado para votação em assembleias hoje. O documento precisaria ter o apoio de pelo menos 18 dos 35 sindicatos vinculados à Fentect para passar a valer e, caso fosse aprovado, os funcionários retornariam ao trabalho já na quinta-feira.
O desconto dos dias parados segue sendo o principal entrave para um acordo. Pela proposta da direção dos Correios, feita na véspera, os funcionários teriam seis dias de trabalho descontados a partir de janeiro, sendo meio dia por mês, num total de 12 parcelas. Quem preferir, poderia autorizar desconto em período menor.
A proposta previa ainda pagamento de aumento real de R$ 80 retroativo a 1º de outubro, além de reajuste de 6,87% nos salários e benefícios a partir de 1º agosto. Os funcionários também teriam que trabalhar durante finais de semana e feriados para colocar em dia as entregas atrasadas.
Foram quatro horas de negociações até o acordo ser fechado na terça-feira.
— Não foi a melhor proposta, mas foi a proposta possível. Depois de 21 dias de greve, os funcionários estavam ansiosos para voltar ao trabalho — disse, na ocasião, o secretário-geral da Fentect, José Rivaldo da Silva.
Até a terça-feira, cerca de 136 milhões de correspondências estavam atrasadas no país, segundo os Correios.
A direção dos Correios emitiu nota informando que "empreendeu todos os esforços possíveis para que os empregados voltassem ao trabalho depois de acordo direto, fechado com as entidades sindicais, na tarde de terça-feira (4) no Tribunal Superior do Trabalho (TST)".
A direção informa que mantém as portas abertas para o diálogo e segue defendendo que o retorno à normalidade ocorra da forma mais rápida possível. A estatal assegura que a distribuição de correspondências e o atendimento ao público nas agências estão mantidos e que a adesão à paralisação caiu para 23 mil trabalhadores. Significa que 80% do efetivo dos Correios segue trabalhando normalmente
No Rio Grande do Sul a adesão a paralisação parcial não aumentou seguindo em 18% do efetivo total dos empregados. A direção dos Correios do RS deve realizar novo mutirão de entrega no próximo final de semana. A direção Nacional dos Correios aguardará a decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST).
Confira a tabela:
Para que a greve fosse encerrada, seria necessário que a maioria dos 35 sindicatos acatassem o acordo. O que ocorreu, no entanto, foi o contrário (tabela abaixo), com a maior parte dos sindicatos rejeitando a proposta dos Correios.
Em Porto Alegre, após assembleia, o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos do Rio Grande do Sul (Sintect-RS) realizou protesto bloqueando a Avenida Ipiranga.
— Temos a convicção de que todos os sindicatos irão rejeitar o acordo e manter a greve — disse o secretário-geral do Sintect-RS, Vicente Guindani.
Em São Paulo, o presidente do sindicato, Elias Cesáreo de Brito Júnior, disse que o principal ponto de insatisfação da categoria é o desconto de seis dias, dos 21 em que trabalhadores cruzaram os braço, na folha de pagamento, além da previsão de compensação dos outros 15 em finais de semana.
Ele explicou que, atualmente, um funcionário dos Correios que trabalha aos sábados tem direito a dois dias de folga por semana. Mas, na forma estipulada no acordo, cada sábado trabalhado compensará apenas um dia parado.
Outro ponto de insatisfação está no fato de os Correios não terem aceitado dar o aumento linear de R$ 80,00 a partir de 1º de agosto, data-base da categoria. Pelo acordo fechado ontem, esse acréscimo incidirá apenas a partir do salário de outubro.
Já no Distrito Federal, a presidente do sindicato, Amanda Gomes Corcino, admitiu que, com a rejeição da proposta, haverá o desconto automático de todos os 21 dias da greve. Ela ponderou, no entanto, que os trabalhadores preferiram deixar a decisão para o TST em vez de de aceitar as condições acordadas.
Amanda disse, também, que espera que até segunda-feira, quando está marcada nova audiência no TST para discutir a questão, as negociações avancem com a empresa em relação à compensação dos dias parados e também em relação ao aumento real nos salários.
Proposta dos Correios:
Nesta terça-feira, a Fentect aceitou o acordo que foi levado para votação em assembleias hoje. O documento precisaria ter o apoio de pelo menos 18 dos 35 sindicatos vinculados à Fentect para passar a valer e, caso fosse aprovado, os funcionários retornariam ao trabalho já na quinta-feira.
O desconto dos dias parados segue sendo o principal entrave para um acordo. Pela proposta da direção dos Correios, feita na véspera, os funcionários teriam seis dias de trabalho descontados a partir de janeiro, sendo meio dia por mês, num total de 12 parcelas. Quem preferir, poderia autorizar desconto em período menor.
A proposta previa ainda pagamento de aumento real de R$ 80 retroativo a 1º de outubro, além de reajuste de 6,87% nos salários e benefícios a partir de 1º agosto. Os funcionários também teriam que trabalhar durante finais de semana e feriados para colocar em dia as entregas atrasadas.
Foram quatro horas de negociações até o acordo ser fechado na terça-feira.
— Não foi a melhor proposta, mas foi a proposta possível. Depois de 21 dias de greve, os funcionários estavam ansiosos para voltar ao trabalho — disse, na ocasião, o secretário-geral da Fentect, José Rivaldo da Silva.
Até a terça-feira, cerca de 136 milhões de correspondências estavam atrasadas no país, segundo os Correios.
A direção dos Correios emitiu nota informando que "empreendeu todos os esforços possíveis para que os empregados voltassem ao trabalho depois de acordo direto, fechado com as entidades sindicais, na tarde de terça-feira (4) no Tribunal Superior do Trabalho (TST)".
A direção informa que mantém as portas abertas para o diálogo e segue defendendo que o retorno à normalidade ocorra da forma mais rápida possível. A estatal assegura que a distribuição de correspondências e o atendimento ao público nas agências estão mantidos e que a adesão à paralisação caiu para 23 mil trabalhadores. Significa que 80% do efetivo dos Correios segue trabalhando normalmente
No Rio Grande do Sul a adesão a paralisação parcial não aumentou seguindo em 18% do efetivo total dos empregados. A direção dos Correios do RS deve realizar novo mutirão de entrega no próximo final de semana. A direção Nacional dos Correios aguardará a decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST).
Confira a tabela:
| Sindicato | Rejeitou o acordo | Não informou |
| Acre | x | _ |
| Alagoas | _ | x |
| Amazonas | x | _ |
| Bahia | x | _ |
| Baurú (SP) | _ | x |
| Campinas (SP) | x | _ |
| Ceará | x | _ |
| Distrito Federal | x | _ |
| Espírito Santo | x | _ |
| Goiás | x | _ |
| Juíz de Fora (MG) | x | _ |
| Maranhão | _ | x |
| Minas Gerais | x | _ |
| Mato Grosso | x | _ |
| Mato Grosso do Sul | x | _ |
| Pará | _ | x |
| Paraíba | x | _ |
| Pernambuco | x | _ |
| Piauí | _ | x |
| Paraná | x | _ |
| Porto Alegre (RS) | x | _ |
| Rio de Janeiro | x | _ |
| Rio Grande do Norte | x | _ |
| Roraima | _ | x |
| Ribeirão Preto (SP) | _ | x |
| Santa Catarina | x | _ |
| Santa Maria (RS) | x | _ |
| Sergipe | x | _ |
| São José do Rio Preto (SP) | x | _ |
| São Paulo (Capital) | x | _ |
| Santos (SP) | _ | x |
| Uberaba (SP) | x | _ |
| Vale do Paraíba (SP) | x | _ |

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