É de fundamental importância que os trabalhadores saibam identificar as diferentes formas de abordagem dos patrões, pois muitas vezes o assédio moral acontece de forma mascarada e vai se adaptando as novas realidades que se impõe. Ás vezes, uma mudança nos critérios de avaliação de desempenho, por exemplo, pode ser o estopim para o surgimento de um chefe autoritário e agressivo. Por isso é importante que os trabalhadores estejam devidamente esclarecidos e de posse dessas informações. Boa leitura.
Perfil dos agressores segundo trabalhadores
De maneira bem humorada, a
classificação dos agressores:
Perfil dos agressores segundo trabalhadores
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Estratégias do agressor
- Escolher a vítima e isolar do grupo.
- Impedir de se expressar e não explicar o porquê.
- Fragilizar, ridicularizar, inferiorizar, menosprezar em frente aos pares.
- Culpabilizar/responsabilizar publicamente, podendo os comentários de sua incapacidade invadir, inclusive, o espaço familiar.
- Desestabilizar emocional e profissionalmente. A vítima gradativamente vai perdendo simultaneamente sua autoconfiança e o interesse pelo trabalho.
- Destruir a vítima (desencadeamento ou agravamento de doenças pré-existentes). A destruição da vítima engloba vigilância acentuada e constante. A vítima se isola da família e amigos, passando muitas vezes a usar drogas, principalmente o álcool.
- Livrar-se da vítima que são forçados/as a pedir demissão ou são demitidos/as, freqüentemente, por insubordinação.
- Impor ao coletivo sua autoridade para aumentar a produtividade.
A explicitação do assédio moral:
Gestos,
condutas abusivas e constrangedoras, humilhar repetidamente, inferiorizar,
amedrontar, menosprezar ou desprezar, ironizar, difamar, ridicularizar,
risinhos, suspiros, piadas jocosas relacionadas ao sexo, ser indiferente à
presença do/a outro/a, estigmatizar os/as adoecidos/as pelo e para o trabalho,
colocá-los/as em situações vexatórias, falar baixinho acerca da pessoa, olhar e
não ver ou ignorar sua presença, rir daquele/a que apresenta dificuldades, não
cumprimentar, sugerir que peçam demissão, dar tarefas sem sentido ou que jamais
serão utilizadas ou mesmo irão para o lixo, dar tarefas através de terceiros ou
colocar em sua mesa sem avisar, controlar o tempo de idas ao banheiro, tornar
público algo íntimo do/a subordinado/a, não explicar a causa da perseguição,
difamar, ridicularizar.
As manifestações do assédio segundo o sexo:
Com as
mulheres: os
controles são diversificados e visam intimidar, submeter, proibir a fala,
interditar a fisiologia, controlando tempo e freqüência de permanência nos
banheiros. Relaciona atestados médicos e faltas a suspensão de cestas básicas
ou promoções.
Com os
homens: atingem
a virilidade, preferencialmente.
Fonte: BARRETO, M. Uma jornada de humilhações. São
Paulo: Fapesp; PUC, 2000.

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