Todos acompanhamos os episódios
ocorridos nas Usinas de Jirau no início deste ano. Deles, deu-se muito destaque
ao que se denominou “violência” dos operários, acusados de incendiar os
barracões que seriam de alojamento e outras instalações das obras. Não teve o
mesmo destaque nos noticiários, nem mobilizou com tanta presteza as autoridades
os abusos e desrespeitos aos direitos dos trabalhadores que eram praticados
naquelas instalações, conforme vários relatórios do Ministério Público do
Trabalho. A expressão mais evidente desta desigualdade é o fato de o Estado de
Rondônia ter instalado uma delegacia de polícia dentro da obra, para vigiar os
operários. Note-se que não foi instalada nenhuma delegacia do Ministério do
Trabalho para fiscalizar o cumprimento da legislação trabalhista pelas empresas
e para zelar pelos direitos dos trabalhadores.
Consideramos inaceitável que
Jhonata Lima Carvalho, funcionário da Enesa Engenharia e membro da
Comissão de Operários formada na última greve; e Carlos Moisés Maia da
Silva, cipeiro da Camargo Correa, presos desde o dia 4 de abril, continuem
detidos no Presídio Urso Branco, em Rondônia, sem que tenha sido esclarecido o
porque dessa prisão. As Centrais Sindicais, Federações e Confederações que
assinam este texto, consideram inadmissível a continuidade dessa
situação.
Pedimos que sejam tomadas todas as
providencias necessárias, pelo governo federal (Advocacia Geral da União,
Ministério da Justiça, Secretaria de Direitos Humanos), e pelas empresas, para
libertação dos companheiros presos, para dar celeridade as devidas investigações
e para que cessem os processos criminais contra
trabalhadores.
Brasília, 03 de julho de
2012
Central Única dos
Trabalhadores
Força Sindical
CTB
UGT
NCST
CSP-Conlutas
Fenatracop
Conticom
Contricon
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