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sexta-feira, 31 de agosto de 2012

ECT quer destruir o nosso melhor benefício: o Convênio Médico

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SEC revela fraude milionária contra Postalis

Hoje recebi em casa um jornal do Postalis que orientava aos trabalhadores a não entrar com ações judiciais junto a entidade, alegando que ao fazer isso, acabavámos por prejudicar a nós mesmos. Nos orientam a calar diante dos nossos direitos por quê mesmo? A matéria a seguir revela um pouco desse método perverso de gestão dos Correios. Os diretores do Postalis em sua grande maioria são ex-diretores da empresa, só nos resta saber desde quando agem deste modo.

A Securities and Exchange Comission (SEC), reguladora do mercado de capitais dos Estados Unidos, informou ontem ter aberto uma acusação de fraude contra dois ex-corretores de valores mobiliários, um deles brasileiro, que operavam em Miami e cobraram taxas excessivas do fundo de pensão dos funcionários dos Correios e Telégrafos, o Postalis, que pagou US$ 24 milhões a mais do que o devido em comissões em operações com notas estruturadas.
A entidade de previdência, cujo patrimônio é de R$ 6,7 bilhões, era o maior cliente dos corretores. Segundo a SEC, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) contribuiu para a investigação da fraude que teria ocorrido por quatro anos, de 2006 a 2009.
O xerife do mercado americano alega que o brasileiro Fabrizio Neves, que mantém residência na Flórida, conduziu o esquema enquanto trabalhava na LatAm Investments LLC, uma corretora já extinta. Ele teria sido auxiliado por José Luna, de nacionalidade não informada, que também trabalhava na empresa. Segundo a SEC, Neves era amigo de um alto executivo do Postalis, cujo nome não foi divulgado.
As transações causaram perdas aos fundos Brasil Sovereign II Fidex e ao Atlântica Real Sovereign Fund, ambos geridos pela Atlântica Asset Management, gestora registrada na CVM e que tem Neves como proprietário. A SEC informa que o fundo de pensão seria cliente de Neves desde 2005 por meio da Atlântica Investimentos, e posteriormente tornou-se o maior cliente da LatAm Investments.
Os dois corretores são ainda acusados de cobrar US$ 12 milhões a mais de um investidor institucional colombiano que também comprou notas estruturadas emitidas por grandes bancos comerciais.
Para ocultar as taxas excessivas, Neves pedia que Luna alterasse os contratos das operações de emissão de notas com os bancos e enviasse os documentos adulterados para os clientes, com taxas até 67% superiores.
Neves e Luna primeiramente compravam as notas por meio de contas em nome de empresas que eles controlavam nas Ilhas Virgens. "Neves encheu os bolsos de milhões de dólares, cobrando taxas exorbitantes e fraudulentas", disse no comunicado Eric I. Bustillo, diretor do escritório regional da SEC em Miami.
A SEC também instituiu um processo administrativo contra a ex-presidente da LatAm Angelica Aguilera, que foi supervisora direta de Neves e Luna.
A acusação contra os executivos foi impetrada em um tribunal da Flórida, exigindo devolução dos ganhos, multas financeiras e inabilitação de Neves para evitar que as práticas se repitam.
Luna não negou nem admitiu as acusações, mas fechou termo de compromisso no qual devolverá US$ 923 mil e pagará outra penalidade ainda não determinada.
Procurado, o Postalis não se pronunciou. Um representante da gestora Atlântica Investimentos não foi localizado nos telefones disponíveis nos sites. A CVM disse apenas que tem um acordo de cooperação com a SEC.

Por Luciana Bruno e Fernando Torres | Do Rio e de São Paulo


quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Assembleia 28/08/2012




Os trabalhadores que compareceram à assembleia ontem, dia 28/08/2012 (terça-feira) tiveram oportunidade de debater sobre o que está acontecendo nessa campanha salarial e questionar as informações da empresa que vem acusando o sindicato de não querer negociar. Sabemos que a finalidade desses boletins internos é confundir os trabalhadores,
É preciso ter discernimento e não cair no discurso rasteiro da direção da empresa, pois se ela realmente quisesse negociar não teria apresentado um índice pífio de 3%, é impossível chamar isso de proposta.
O companheiro Alexandre (ver vídeo), falou sobre a cláusula 11 do acordo coletivo que trata sobre a saúde e que a empresa já sinaliza com alterações. Outros companheiros tiveram oportunidade de se manifestar e fortalecer o sentimento de rejeição as atitudes da empresa que tenta cercear o trabalho do sindicato.

Deliberações
Entre as deliberações da assembleia, foi definido:
- Elaborar material de repúdio à posição da empresa na negociação salarial;
- Moção de Repúdio à falta de clareza nas transferências dentro da empresa;
- Manifestação contrária à perseguição à organização sindical;
- Defender que a campanha seja unificada com todos os sindicatos através da Fentect;
- Averiguar a discriminação que a empresa tem imposto aos dirigentes sindicais, deixando que alguns falem com os trabalhadores e outros sequer possam entrar nos locais de trabalho.


Cláusula 11 do acordo coletivo e as possiveis mudanças que poderão ocorrer no plano de saúde dos Correios.

Assembleia do dia 28/08/2012.Cláusula 11 do acordo coletivo e as possiveis mudanças que poderão ocorrer no plano de saúde dos Correios.
http://www.youtube.com/watch?v=e65TxOeoqrE

Correios investem em propaganda, mas se recusam a dar um reajuste digno aos trabalhadores

          A ECT vem argumentando no seu “Primeira Hora” que os sindicatos não querem negociar, que as cláusulas econômicas, se atendidas, ultrapassariam os lucros e que percentual de 43,7 % exigido pelos trabalhadores são inviáveis devido à crise econômica. Esses são os argumentos que a empresa encontrou para propor o vergonhoso reajuste salarial de 3% que fica aquém da inflação do período, estimada em mais de 6%.  É importante compreender que os 43% proposto pelos sindicatos se compõe de um pedido de aumento real e de uma reparação de perdas salariais, sendo 10% referente a 2012, mais 33,7% dos últimos anos.

Os trabalhadores dos Correios amargam perdas salariais históricas, chegando ao ponto de hoje ganhar menos de dois salários mínimos, o menor salário das estatais. Some-se a isso o aumento da lucratividade e a exploração nos setores de trabalho.
A receita de vendas da ECT em 2010 alcançou a vultosa quantia de R$ 12,69 bilhões, um aumento de 10,5% em relação a 2009. Entre 2002 e 2010, o tráfego postal cresceu em média 5% ano, bem acima da média de crescimento do PIB que no mesmo período registrou média de 3,64%. O aumento da receita se deve principalmente ao aumento dos serviços de mensagens e encomendas.
            As reinvindicações econômicas dos trabalhadores são legítimas e quem deve reformular a sua proposta é a empresa, pois oferecer índice abaixo da inflação significa dizer que a empresa está tirando dinheiro do nosso bolso para capitalizar o governo em meio à crise econômica.
            Há uma ação judicial contra os Correios que já se aproxima de um milhão de reais, referente à impressão de calendários 2012. Sim. Calendários 2012! Se já não bastassem as quantias milionárias destinadas ao financiamento na área do esporte e cultura, temos que arcar com os custos do marketing corporativo. O que os trabalhadores dos Correios querem é um salário digno que contemple suas necessidades. Não é preciso calendário para lembrar o ano todo que devemos sobreviver com menos de dois salários mínimos, não é preciso eventos esportivos como Copa do Mundo e Olimpíadas que enriquecem mais empreiteiras e aumentam o abismo social entre ricos e pobres.
            É importante a união e a mobilização dos trabalhadores neste momento. Os boletins da empresa muitas vezes cumpre o papel de confundir e anular a luta dos trabalhadores. Por isso é importante a participação dos trabalhadores nas assembleias da categoria.
A luta dos trabalhadores só é exitosa quando é feita com determinação e consciência. Não a consciência dos poderosos, mas a consciência do trabalhador que cotidianamente convive com exploração e baixos salários.




quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Greve forte e radicalizada faz governo Dilma recuar



Descrição: http://pstu.org.br/img/px.gif
Servidores federais impõem derrota à truculência do governo, que se vê obrigada a conceder mais do que estava disposto

• A greve no funcionalismo público federal já ultrapassa três meses, como é o caso dos docentes das universidades e institutos federais, marcando uma das mais fortes e extensas greves da categoria dos últimos dez anos. Mesmo enfrentando a truculência do governo Dilma, que determinou o corte nos salários dos servidores e editou decreto substituindo os grevistas, o funcionalismo federal conseguiu uma inédita unificação dos setores contra o arrocho salarial e em defesa dos serviços públicos.

Setores como os técnicos administrativos, base da Fasubra (Federação de Sindicatos de Trabalhadores das Universidades Brasileiras), já avançam nas negociações e arrancam importantes conquistas do governo. Outras categorias, no entanto, continuam em negociação enquanto alguns setores, como os policiais rodoviários federais, juntam-se agora à greve (cruzaram os braços nesse dia 20). No próximo dia 31 de agosto encerra-se o prazo para o governo fechar a proposta de Lei Orçamentária Anual (LOA) para o próximo ano, que deve conter os reajustes aos servidores.

Servidores marcham em Brasilia

Mesmo que essa luta contra o governo não tenha terminado enquanto fechávamos esta edição, já se pode dizer que a força do movimento impôs um recuo e uma derrota política ao governo Dilma e à sua intransigência em não conceder nenhum reajuste, como ameaçava fazer no início da greve, justificando para isso a crise econômica internacional. Basta ver que, enquanto o orçamento deste ano aos aumentos dos servidores soma R$ 1,5 bilhão, o total dos reajustes já arrancados do governo garante R$ 14 bilhões anuais até 2015.

"É ainda insuficiente para o conjunto dos servidores, principalmente se compararmos com o que é destinado ao pagamento da dívida pública, quase metade do Orçamento da União, e o que está sendo gasto com as isenções de IPI e os subsídios às grandes empresas, mas mesmo assim é mais do que o governo estava disposto a conceder no início do movimento", avalia Paulo Barela, da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas. O dirigente aponta ainda a derrota que os servidores impuseram ao Projeto de Lei 549 que, na prática, estabelecia o congelamento dos salários dos servidores para o próximo 10 anos.

Greve forte e radicalizada

A greve dos servidores federais atinge mais de 30 setores, deixando de braços cruzados algo como 400 mil trabalhadores em todo o país. Radicalizado desde o início, o movimento se chocou com a dura intransigência do governo Dilma, que não foi capaz de dobrar as mobilizações dos servidores. A disposição do governo Dilma em não negociar com a categoria parada chegou a provocar elogios do ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso, responsável pelos anos de neoliberalismo que destruíram boa parte dos serviços públicos no país, além da solidariedade de seu partido, o próprio PSDB.

Os servidores federais, porém, foram às ruas e se mobilizaram, apostando na unificação do serviço público e na unidade com os estudantes, no caso das universidades federais. Além de reivindicarem reajuste e planos de carreira, os servidores denunciaram à população o caos que vive hoje os serviços públicos, desmentindo a propaganda de mentira de massas que é veiculado em boa parte da grande imprensa no Brasil. Foram várias marchas a Brasília e dias de luta que mobilizaram servidores de todo o país, com ações radicalizadas como o corte de estradas e o bloqueio do Ministério do Planejamento.

A radicalização da categoria e a revolta da base dos servidores bateram de frente com a intransigência do governo Dilma e chegou a gerar crise entre a cúpula das centrais governistas, como a CUT e a CTB, e o governo, desmascarando o verdadeiro caráter do governo Dilma. A presidente chegou a anunciar que não concederia reajuste aos servidores para proteger “os que não têm estabilidade no emprego”, dando a entender que os bilhões em subsídios às grandes empresas geram e mantém os empregos, o que não está ocorrendo.

Ainda não acabou
A greve até aqui foi vitoriosa, quebrando a intransigência do governo e forçando um recuo de Dilma. Porém, ainda não terminou e os servidores tem até o final de agosto para melhorar as propostas do governo e arrancar índices melhores

Esclarecimento sobre o Informe 09



 PORQUE OS MEMBROS DO COMANDO DE NEGOCIAÇÕES E MOBILIZAÇÃO DOS TRABALHADORES DA CAMPANHA SALARIAL 2012/2013 DE PERNAMBUCO (PE), SÃO JOSÉ DO RIO PRETO (SJO/SP) E VALE DO PARAÍBA (VP/SP) NÃO ASSINARAM O INFORME 09 DO COMANDO.

Companheiros e Companheiras,

            No dia de hoje houve uma reunião expressiva do Comando Nacional de Negociação e Mobilização dos Trabalhadores da Campanha Salarial 2012/2013 que iniciou por volta das 14:00 e se estendeu até às 17:50. Houve nesse período um grande debate sobre o que é as atividades do comando e o que é inerente a direção da FENTECT. Houve várias tentativas dos membros do Comando que assinam o presente informe em tentar construir encaminhamentos conjuntos a serem dirigidos aos Sindicatos e respectivos trabalhadores de base, mas não foi possível tal construção por alguns pontos que externamos abaixo:

1) Reafirmamos a autonomia dos Sindicatos perante a FENTECT ou qualquer outra Federação, assim as assembleias paralelas convocadas pela FENTECT deveriam ser encaminhadas pelas Oposições com apoio da FENTECT e não o contrário;
2) O Papel do Comando Nacional dos Trabalhadores não é de passar informes políticos sobre disputas existentes entre assembleia “A” (Sindicatos Unificados) ou “B” (FENTECT) nas bases de SP e RJ, mas deixar os trabalhadores informados sobre o que está ocorrendo nas negociações, orientando os Sindicatos da categoria sobre possíveis mobilizações, atividades e paralisações junto aos trabalhadores.

            Informamos que se não for possível colocarmos as nossas posições no informe geral do Comando, estaremos realizando outros informes e convidamos todos os Companheiros e Companheiras eleitos para o Comando que não se sentirem contemplados com os encaminhamentos “sugeridos” por força política “A” ou “B” que sigam o mesmo caminho, pois é um direito que as assembleias de bases conferiram a cada membro do Comando e esse direito tem que ser exercido plenamente. Continuamos perseguindo a unidade dos trabalhadores e trabalhadoras na Campanha Salarial 2012/2013, mas não estaremos submissos ao Bloco Majoritário ou Minoritário dentro do Comando, nosso “Bloco” é os mais de 120 mil trabalhadores Ecetistas que esperam do Comando no mínimo, coerência e o exercício da democracia operaria em seus encaminhamentos.

Assinam:

Hálisson Tenório Ferreira – Membro do Comando por PE

Valdir Candeu – Membro do Comando por SJO/SP

Wilton Fabricio de Aquino Oliveira Martins – Membro do Comando por VP/SPCompanheiros e Companheiras,