Os trabalhadores dos Correios amargam perdas salariais
históricas, chegando ao ponto de hoje ganhar menos de dois salários mínimos, o
menor salário das estatais. Some-se a isso o aumento da lucratividade e a exploração
nos setores de trabalho.
A receita de vendas da ECT em 2010 alcançou a vultosa quantia
de R$ 12,69 bilhões, um aumento de 10,5% em relação a 2009. Entre 2002 e 2010,
o tráfego postal cresceu em média 5% ano, bem acima da média de crescimento do
PIB que no mesmo período registrou média de 3,64%. O aumento da receita se deve
principalmente ao aumento dos serviços de mensagens e encomendas.
As
reinvindicações econômicas dos trabalhadores são legítimas e quem deve reformular
a sua proposta é a empresa, pois oferecer índice abaixo da inflação significa
dizer que a empresa está tirando dinheiro do nosso bolso para capitalizar o
governo em meio à crise econômica.
Há
uma ação judicial contra os Correios que já se aproxima de um milhão de reais,
referente à impressão de calendários 2012. Sim.
Calendários 2012! Se já não bastassem as quantias milionárias destinadas ao
financiamento na área do esporte e cultura, temos que arcar com os custos do marketing
corporativo. O que os trabalhadores dos Correios querem é um salário digno que
contemple suas necessidades. Não é preciso calendário para lembrar o ano todo
que devemos sobreviver com menos de dois salários mínimos, não é preciso
eventos esportivos como Copa do Mundo e Olimpíadas que enriquecem mais
empreiteiras e aumentam o abismo social entre ricos e pobres.
É
importante a união e a mobilização dos trabalhadores neste momento. Os boletins
da empresa muitas vezes cumpre o papel de confundir e anular a luta dos trabalhadores.
Por isso é importante a participação dos trabalhadores nas assembleias da
categoria.
A luta dos
trabalhadores só é exitosa quando é feita com determinação e consciência. Não a
consciência dos poderosos, mas a consciência do trabalhador que cotidianamente
convive com exploração e baixos salários.
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