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quarta-feira, 1 de junho de 2011

Lance de licitação do Banco Postal chega a R$ 2,3 bilhões.

Valor total a ser desembolsado pelo BB será de cerca de R$ 3,15 bilhões.
Bradesco atuava como parceiro dos Correios desde 2001.



Enquanto os trabalhadores das agências de Correios sofrem com insegurança, excesso de trabalho e sucateamento das agências, a ECT comemora a transação bilionária.

O Banco do Brasil venceu a licitação do Banco Postal, na 12ª rodada, com o lance de R$ 2,3 bilhões, depois que o Bradesco desistiu de fazer novos lances. O Edital de licitação estabelecia o pagamento de R$ 500 milhões pela rede de mais de 6 mil agências dos Correios (valor fixo) e R$ 350 milhões referentes às transações bancárias (previsão), totalizando R$ 3,15 bilhões.

O novo contrato terá vigência de cinco anos e seis meses, sendo que o início da prestação de serviços ocorrerá a partir de 2 de janeiro

Os serviços bancários prestados pelo Banco Postal listados no edital de licitação vão desde a abertura de contas-corrente e poupança passando por saques e pagamentos de beneficio do INSS, contas de água e luz até solicitações de cartão de crédito, empréstimos e até operações de câmbio.

Por que os trabalhadores das Agências de Correios não recebem salários equivalentes ao dos bancários?

Desde 2001 o Banco Postal está em funcionamento, provavelmente um embrião dos Correios S.A., que tem como objetivo diversificar as atividades da Empresa. Na prática, a diversificação das atividades da Empresa Correios, significa a exploração dos trabalhadores sem nenhum beneficio equivalente a atividade que eles executam.

Os trabalhadores das Agências de Correios não contam com todo aparato de segurança oferecido pelos bancos, não contam com os benefícios e salários que recebem os funcionários do Banco do Brasil, por exemplo, e ainda tem que conviver com pressões diárias para a venda de títulos de capitalizações e produtos dos Correios.

O Banco do Brasil se empenhou em vencer essa licitação pela simples razão de ser barato. É um serviço relativamente barato para o Banco do Brasil que previa a abertura de agências na maioria dos municípios brasileiros. Os Correios entram com a infraestrutura (?) e a mão-de-obra (?) e o Banco do Brasil entra com uma quantia que ele receberá de volta através das transações bancárias.

Os atendentes do Banco Postal terão que se desdobrar para atender a clientela em potencial do novo Banco Postal visto que o Banco do Brasil tem uma generosa lista de beneficiários do INSS. A tal empresa moderna é uma farsa. O que chamam de modernidade é simplesmente a exploração de mão-de-obra aliada ao aumento das responsabilidades e a retirada de direitos.

Só através da luta é que faremos valer nossos direitos!!
Fonte: Site G1

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