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sexta-feira, 3 de junho de 2011

A verdadeira face das Terceirizações



Quando surgiram os primeiros terceirizados nos Correios alguns trabalhadores encararam como uma medida que iria aliviar a sobrecarga de trabalho. Hoje, passado algum tempo, começa a ser revelada a verdade sobre as terceirizações.

Ontem, dia 31 de maio de 2011, a ECT dispensou os terceirizados contratados pela Empresa Worktime, aqui no Rio Grande do Sul. Os trabalhadores foram dispensados sem direito a nada. A ECT não assumiu nenhuma responsabilidade junto a esses trabalhadores.



- Não receberam o salário do mês de maio (seria até o dia 05);

- Em cinco meses não receberam um único vale-transporte e tiveram esse desconto nos salários;

- Vale-alimentação atrasado (estavam pagando o lanche e almoço com dinheiro do bolso);

- Alguns não receberam o salário de abril;

- A Worktime pediu para que enviassem as carteiras profissionais para Porto Alegre para a rescisão



Esse caos é resultado da política perversa que vem sendo praticada pela direção dos Correios e pelo governo petista. Depois de dois anos sem a realização de concurso público o que vemos hoje é um grande número de trabalhadores, entre eles pais de família que estão sem emprego e sem garantias trabalhistas.

Repudiamos a atitude da ECT ao não assumir a dívida com esses trabalhadores, afinal, o serviço foi prestado dentro das dependências da ECT e trabalhador tem que receber pelo serviço que realiza.

As demissões e salários atrasados não se restringem ao Rio Grande do Sul, trabalhadores de outros Estados já sofrem com as consequências desse processo de privatização.



Carteiros terceirizados fazem protesto em Fortaleza



Cerca de 200 carteiros terceirizados pelos Correios fazem um protesto na manhã desta quinta-feira, 19, em frente à agência central do órgão, na rua Senador Alencar, Centro de Fortaleza. Segundo informações do Sindicato dos Trabalhadores em Correios do Ceará (Sintect-CE), os profissionais foram contratados para cumprir a entrega de encomendas de final de ano, mas foram dispensados seis meses depois, sem receber.

A categoria denuncia casos de discriminação e assédio. Segundo eles, não houve resposta da empresa responsável pela contratação. O Sintect informa ainda que estuda a viabilidade de ingressar com uma ação para garantir o pagamento dos trabalhadores.

Para a coordenadora do Sintect-CE, a terceirização é ruim para os trabalhadores e para a população, pois as empresas contratantes não dão o treinamento adequado ao trabalhador.


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