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terça-feira, 19 de julho de 2011

Correios têm um chefe para cada dois servidores

Matéria publicada pelo jornal O GLOBO no mês de maio denuncia que há um funcionário comissionado (em cargo de chefia) para cada dois servidores trabalhando na EBCT. A ascensão de muitos trabalhadores dentro da EBCT para cargos de chefe, como nós bem sabemos, se deu através de traição. Muitos trabalhadores abandonaram a luta da categoria em troca de cargos dentro da empresa. O que temos hoje é um alto índice de absenteísmo, mais de nove mil funcionários encontram-se afastados por problemas de saúde devido à sobrecarga de trabalho. Há dois anos se arrasta um concurso público que apresentava irregularidades, milhares de pessoas desligadas da empresa no PDV (Plano de Demissão Voluntária) e para completar uma MP532 que abre a possibilidade de contratação de terceirizados via subsidiárias. A postura do governo, ao abrir precedentes para subsidiárias, indica que o seu interesse é o grande Capital e não os trabalhadores. Um Governo dos trabalhadores contrata trabalhadores, não delega isso a empresas subsidiárias que exploram trabalhadores.




Não existe qualquer critério para criação das chamadas funções (cargos, chefia e assessoramento), nem definição clara de
competências. Com isso, os Correios têm hoje quase um "chefe" para cada dois trabalhadores: dos 107,8 mil funcionários do quadro, 51,9 mil têm funções - uma distorção em comparação à quantidade de servidores do Executivo.


Diagnóstico concluído pela atual direção da empresa, em parceria com órgãos de controle (Controlaria Geral da União-CGU e Tribunal de Contas da União-TCU), concluiu que o modelo de remuneração de grandes diferenças salariais faz com que os Correios sejam foco de corrupção.

Há uma enorme distância entre o salário-base e os vencimentos de quem tem cargo de chefia, que ficam entre R$ 11.750 e R$ 16.462 (comparando aos DAS 4 e 6), que, até recentemente, poderiam virar salário definitivo. Há, ao todo, 2.800 processos internos de suspeitas de irregularidade nos Correios, com suposto envolvimento de 1.500 funcionários.


Para o presidente da Associação dos Profissionais de Nível Superior, Técnico e Médio da ECT (Adcap), Luiz Alberto Barreto, a mudança no estatuto abre brecha para o aparelhamento da empresa ao permitir a entrada de pessoas de fora do quadro. Ele disse que pretende atuar no Congresso para que a direção explique em audiência o novo estatuto.





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