Notícias, artigos, fotos, videos, charges e informações atualizadas sobre o que acontece com os trabalhadores de Correios no Rio Grande do Sul e no Brasil.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Papo de Vassouras: Nani


Carta Aberta aos Trabalhadores dos Correios Paralisação no dia 31/08 em defesa dos Correios



O Senado Federal votará a Medida Provisória (MP 532/2011) do Governo Dilma que privatiza os Correios. Essa MP que foi aprovada pela ampla maioria dos deputados federais transformará os Correios em S/A (Sociedade Anônima), com o agravante de dar permissão a direção dos Correios para adquirir o controle acionário de outras empresas ou participar de seu capital, bem como para dar permissão de constituição de subsidiárias nos Correios.

Tudo isso está a serviço dos objetivos do Governo diante da crise da economia capitalista, onde estão sendo atacados os direitos do trabalhadores no mundo inteiro. Já são vistos os ataques à aposentadoria e direitos trabalhistas, com privatizações, ou seja, tudo para tentar salvar os bancos e grandes empresas às custas da exploração da classe trabalhadora. Esse é o caminho que o governo Dilma aponta também para os trabalhadores dos Correios.

Se essa MP for implantada, num curto prazo levará ao aumento dos serviços postais e ao prejuizo da população mais pobre nos locais mais distantes, onde os serviços são considerados onerosos. Os trabalhadores serão afetados com ameaça da perda do emprego, diante da ampliação da terceirização de serviços e do aumento da super-exploração, levando ao empobrecimento maior dos trabalhadores e perda da qualidade do serviço postal.

O fato mais lamentável é que a então candidata Dilma, para ser eleita, falou mal do PSDB por privatizar as estatais. Mas, o que o PSDB e DEM não conseguiram fazer no governo FHC, o governo Dilma está fazendo agora, com apoio do PT e PCdoB que diziam apoiar os trabalhadores, quando antes na oposição diziam que eram contra a privatização. Eles falam em “modernização”, em “fortalecimento dos Correios”, em “ofertas de mais serviços”.... Nada mais falso! A ECT poderia e deveria ter mais contratos de serviços e mais contratação de funcionários, devido as novas tecnologias. Pois, mesmo hoje, sendo 100% estatal, muitos destes serviços já vêm sendo implantados, tais como os serviços de entregas das encomendas compradas pela Internet, a Logística Integrada, etc..

Portanto, nada disso que está sendo feito com a MP 532 justifica entregar o patrimônio público da ECT ao capital privado nacional ou internacional, que só visam o lucro e o fim de políticas sociais das empresas públicas, como estão fazendo com a Petrobras e Infraero.

Nesse 31 de agosto, provável dia da votação da MP 532 no Senado Federal, está marcado como um Dia Nacional de Luta em Defesa dos Correios, onde vimos publicamente denunciar os deputados federais traidores do povo e dos trabalhadores dos Correios, que votaram a favor dessa MP da Privatização, bem como para exigir dos senhores senadores para que não votem a favor dessa MP que entrega o patrimônio público ao grande capital.

Por último, lamentamos que a ampla maioria da direção da FENTECT (CUT e CTB), não tenha buscado o caminho da luta direta dos trabalhadores para - junto com a população brasileira - barrar mais essa entrega do patrimonio público. Lamentamos que tenham se negando a organizar uma greve nacional da categoria.

Ao contrário, a política da direção majoritária FENTECT foi apoiar por tabela a MP 532, em troca de alguns cargos comissionados para seus membros no governo e na empresa. O teatro que fizeram foi no questionamento de alguns pontos da MP, enquanto impediam qualquer possibilidade de mobilização da categoria contra o seu governo. Sua política pelega tem uma explicação: seu atrelamento as benesses materiais do governo.

Nós, da Frente Nacional dos Trabalhadores dos Correios (FNTC) chamamos os trabalhadores e trabalhadoreas ecetistas, para que neste dia 31 de agosto, façamos protestos com paralisações, atos e mobilizações políticas, para dizermos bem alto aos senadores, senadoras e à população que não concordamos com essa entrega vergonhosa de mais esse patrimônio do povo brasileiro.

Em defesa dos Correios público,100% estatal e de boa qualidade nos serviços prestados à população brasileira

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Manifestantes dos Correios elevam o tom de protesto durante votação

 





Diógenes Santos
O deputado Chico Alencar conversa com os manifestantes nas galerias: protesto contra as mudanças na ECT.

A inquietação de funcionários dos Correios insatisfeitos com a reestruturação do órgão determinada pela Medida Provisória 532/11 elevou o tom da sessão desta terça-feira do Plenário, que quase foi suspensa depois de servidores da Câmara reclamarem que foram atingidos por objetos jogados das galerias.
“Quero alertar que o que acontece está sendo filmado e registrado. Um funcionário recebeu na sua cabeça um objeto, uma outra também. Uma agressão que não é comum nessa Casa no regime democrático”, disse o presidente da Câmara, Marco Maia, que chegou a determinar a retirada dos funcionários dos Correios, mas voltou atrás depois que vários parlamentares pediram que revisse sua decisão.

O acesso às galerias foi limitado a 60 servidores da ECT. Marco Maia afirmou que, durante a semana passada, os manifestantes impediram os deputados de expressaram as suas opiniões, motivo pelo qual restringiu o número de trabalhadores dos Correios nas galerias. “Aqui dentro, no momento em que o deputado está expressando sua opinião, seja por um lado, seja por outro, nós vamos procurar sempre resguardar seu direito”, disse Marco Maia.
A oposição, no entanto, reagiu às restrições. “Como poderíamos imaginar que uma direção vinculada ao Partido dos Trabalhadores fechasse as galerias? Lembro-me de que quem as fechava era o regime militar”, ironizou o deputado Roberto Freire (PPS-SP). Já o vice-líder do DEM Efraim Filho (PB) destacou que “não há fato mais marcante durante a votação do que o silêncio ensurdecedor das galerias”.
O governo, no entanto, minimizou as críticas e reforçou que a intenção da MP é modernizar os Correios. “Nós queremos um Correio forte, continuar a política de criação de empregos, o desenvolvimento econômico com distribuição de renda. E, mais do que queremos, estamos fazendo isso”, disse o líder do governo, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP).
Privatização
A possibilidade de privatização também dominou o debate sobre a medida provisória. Enquanto a oposição insistiu que, ao mudar a estrutura dos Correios, o governo quer privatizar a estatal; governistas defenderam que a privatização das estatais é uma prática do governo Fernando Henrique Cardoso, quando a oposição estava no poder.
“Esse debate evidenciou e expôs as contradições do PT. Mostrou que o PT do passado era um; o PT do presente é outro”, disse o líder do DEM, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (BA). “Todos sabem que o PT forjou a sua história, forjou a sua trajetória e chegou ao poder condenando as privatizações. No entanto, o PT já privatizou muito mais do que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso”, emendou.
O deputado Pepe Vargas (PT-RS) argumentou, no entanto, que quem quis privatizar os Correios foram o PSDB e o DEM, quando estiveram no poder. “Quem tentou fazer a privatização dos Correios foi o governo Fernando Henrique, apoiado pelo partido do deputado ACM Neto, mais precisamente com o Projeto de Lei 1491, de 1999”, disse o deputado. Segundo ele, o projeto em questão pretendia quebrar o monopólio postal da União, ponto mantido intacto pela MP 532/11, na avaliação de Vargas.
A proposta reestrutura os Correios dando à empresa forma semelhante a das sociedades anônimas, com conselhos fiscal e administrativo e outras instâncias decisórias. Também permite a criação de subsidiárias e que os Correios sejam sócios de outras empresas que atuem em setores ligados à sua atuação.
_________________________________________________________________________
VOTAÇÃO SOBRE OS CORREIOS PODEREM UTILIZAR SUBSIDIÁRIAS: SIM, A FAVOR; NÃO, CONTRA.
54a. LEGISLATURA
PRIMEIRA SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA
SESSÃO ORDINÁRIA Nº 215 - 23/08/2011

Abertura da sessão: 23/08/2011 14:00
Encerramento da sessão: 23/08/2011 20:15
Proposição: MPV Nº 532/2011 - DVS - DEM - § 3º DO ART. 1º DA MP, CONSTANTE DO ART. 12 DO PLV - Nominal Eletrônica
Início da votação: 23/08/2011 18:44
Encerramento da votação: 23/08/2011 19:18
Presidiram a Votação:
Marco Maia

Câmara aprova reestruturação dos Correios

 

Texto permite que a ECT explore outros serviços, tenha subsidiárias e adquira o controle de outras empresas, passando a funcionar num modelo próximo ao de sociedades anônimas; destaques da oposição foram rejeitados.
Concluiu, nesta terça-feira, a votação da Medida Provisória 532/11, que amplia as áreas de atuação da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) para permitir a exploração de serviços postais eletrônicos, financeiros e de logística integrada. Os deputados rejeitaram dois destaques da oposição e o texto final do relator, deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP), será enviado para análise do Senado.
De autoria do DEM, o primeiro destaque, rejeitado por 265 votos a 128, pretendia excluir do texto a permissão dada à ECT para criar subsidiárias e adquirir o controle acionário ou participar de outras empresas.
Na segunda votação, o Plenário rejeitou, com 266 votos a 136, destaque semelhante do PPS. O partido propôs excluir do texto apenas a permissão para adquirir o controle ou participação acionária em empresas já existentes.
A MP também atribui à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a fiscalização e a regulamentação do setor produtivo de etanol, antes considerado um subproduto agrícola. Em relação a esse tema, não houve mudanças nas votações desta terça. O Plenário já havia aprovado na semana passada o texto principal do projeto de lei de conversão de Arnaldo Jardim.
Transporte de correspondências
Com a ampliação dos setores de atuação da ECT, a empresa poderá explorar, por exemplo, serviços típicos de um banco, participar de companhia aérea de transporte de cargas e oferecer serviços de internet.
Para isso, além de criar subsidiárias, ela poderá atuar no exterior e participar de empresas estabelecidas.
Quanto a esse ponto, o relator incluiu a proibição de essas empresas atuarem na entrega domiciliar de correspondência. Arnaldo Jardim alertou, entretanto, que essa mudança não conta com o aval do governo, que poderá vetá-lo.
O relator determinou ainda que o conselho de administração deverá aprovar os atos de constituição de subsidiárias e de compra de outras empresas. Essas mudanças administrativas terão de ser comunicadas ao Congresso no prazo de 30 dias.
Outra mudança que não conta com apoio do governo é a regra de que as funções gerenciais e técnicas da empresa, em âmbito regional, serão exercidas exclusivamente pelos funcionários de seu quadro permanente.
Estrutura de S.A.
A partir da MP 532/11, a estrutura dos Correios se aproxima daquela das sociedades anônimas, com a criação de uma assembleia geral para funcionar como instância máxima de decisão. Também são criados um conselho de administração, uma diretoria executiva e um conselho fiscal. Antes, a administração estava a cargo de um presidente.
Valor da marca
Parcerias comerciais serão permitidas se agregarem valor à sua marca e proporcionarem maior eficiência de sua infraestrutura, especialmente da rede de atendimento.
A intenção do governo é melhorar a competitividade da empresa e evitar perda de receitas devido à gradativa diminuição do volume de correspondência física esperada para os próximos anos.

Privatização

 
Após décadas de lutas dos trabalhadores dos Correios e da população brasileira contra a privatização desta empresa pública, o governo Dilma, num incrível e curto período de oito meses e na base do autoritarismo das ações às escuras, está conseguindo permitir que empresas privadas e a burocracia política comecem a festa com o patrimômio público postal do Brasil.
Infelizmente, o papel do PT, deste governo que está de braços bem dados com o PMDB, é o da pior traição ao povo brasileiro e aos ecetistas. Rasgou a sua história sobre os Correios. Copiou à risca do PSDB, piorando, os projetos de privatização dos Correios. Isto precisa de denúncia ao povo brasileiro. É preciso denunciar os deputados que votaram a favor de entregar o correios para as subsidiárias privadas. E precisamos também dar resposta na luta nesta campanha salarial em que nos oferecem a migalha de 6,87% de reajuste, em meio a toda riqueza produzida pelos ecetistas.
A luta tem que seguir!
 
Cássio Menezes - Diretor Sintect/RS
Frente Nacional dos Trabalhadores do Correios (FNTC)

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Você Vota no Deputado e o Deputado? Em que Vota? MP532

MP 532 Votado dia (18/08/2011) na Câmara dos Deputados


MP 532 Votado dia (18/08/2011) na Câmara dos Deputados

Presidente da Casa: Marco Maia - PT /RS


Onyx Lorenzoni                        RS   Não                     (DEM)
Assis Melo                               RS   Sim              (PCdoB)
Enio Bacci                               RS   Não                     (PDT)
Giovani Cherini                        RS   Sim              (PDT)
Vieira da Cunha                       RS   Não                     (PDT)
Alceu Moreira                           RS   Sim              (PMDB)
Darcísio Perondi                      RS   Sim              (PMDB)
Osmar Terra                            RS   Sim              (PMDB)
Jeronimo Goergen                    RS   Sim              (PP)
Luis Carlos Heinze                    RS   Não                     (PP)
Renato Molling                         RS   Sim              (PP)
Alexandre Roso                         RS   Sim              (PSB)
José Stédile                             RS   Abstenção     (PSB)
Luiz Noé                                  RS   Sim              (PSB)
Nelson Marchezan Junior          RS   Não                     (PSDB)
Bohn Gass                              RS   Sim              (PT)
Fernando Marroni              RS   Sim              (PT)
Henrique Fontana              RS   Sim              (PT)
Marco Maia                              RS   Art. 17          (PT)
Pepe Vargas                             RS   Sim              (PT)
Ronaldo Zulke                          RS   Sim              (PT)
Danrlei De Deus Hinterholz      RS   Sim              (PT)
Ronaldo Nogueira                     RS   Sim              (PTB)
Sérgio Moraes                           RS   Não                     (PTB)




Contra a privatização dos Correios: necessidades e desafios da nossa luta







Medida Provisória 532: o leilão do correio público

Os trabalhadores e trabalhadoras ecetistas enfrentam o maior desafio da história dos Correios neste exato instante. A Medida Provisória 532, assinada pela presidente Dilma, é o verdadeiro leilão do correio público brasileiro, pois cede abertamente à Organização Mundial do Comércio, que, por sua vez, determina aos governos a ordem de abrir o lucrativo mercado de cartas e encomendas nos países em que este ramo é público. Assim, as subsidiárias usarão a marca dos Correios, lucrando bilhões. Com o passar dos últimos quinze anos, os governos sucatearam a ECT, terceirizaram atividades, entregaram serviços bancários e agências franqueadas ao setor privado.

A partir da MP-532, com as subsidiárias e o modelo empresarial de Sociedade Anônima, junto com a mudança estatutária também inclusa na Medida, a burocracia política da ECT e o governo também ganharão parte do lucro desta modernização capitalista e desumana.

Já os trabalhadores ecetistas, oriundos de concurso público, terão a perda de direitos e a substituição de sua mão-de-obra por trabalhadores terceirizados-precarizados. O serviço postal perderá a sua histórica qualidade no Brasil, na medida em que o governo e as empresas privadas visarão sobretudo o lucro, não importa se com base na pior escravidão assalariada ou se em serviços sem critério de qualidade. Importa, sim, é a dinheirama para os cofres privados e públicos (sem retorno à população, vide exemplo da Petrobrás). Eis a Medida Provisória 532.

Porém, nossa lutadora categoria encontra-se num inegável emaranhado de problemas, em plena campanha salarial. A autoritária MP-532 anda a passos largos e na iminência de ser votada. Nossos companheiros na base sofreram sucessivas traições, como a do engessante Acordo Coletivo Bianual de 2009. Nos setores de trabalho dos Correios ocorre uma sobrecarga insana de trabalho. A categoria encontra-se com dificuldades para retomar as suas lutas. A direção da ECT é quase toda petista, incluindo a sua presidência (um ex-dirigente da CUT de Campinas), o que faz com que estes diretores tenham astúcia (e descaramento) para tentar manipular e lidar com situações de mobilização, no sentido de derrotar os trabalhadores. A maioria da direção da Fentect e do Comando de Negociação da campanha salarial em curso é formada pelo PCdoB e Articulação Sindical/PT. Este são as dificuldades que o governo e os pelegos conseguiram armar para permitir os ataques aos ecetistas e ao correio público.



O papel de traição de classe da Fentect

O peleguismo sindical no Brasil não é um fenômeno novo. Basta lembrarmos do sindicalismo getulista, que atrelou os sindicatos ao Estado e que havia tido superação com as lutas da década de 1970. Hoje, no comando do Governo do Brasil, vemos o PT cumprir o papel não apenas de agente do capital financeiro e de promotor de alianças corruptas, mas buscando neutralizar e derrotar qualquer horizonte de mobilização do povo e dos trabalhadores. Para o governo do PT os trabalhadores e o povo não podem ser atores sociais da transformação do país e de suas vidas.

Pelo exemplo da grave MP-532 é visível o papel traidor da nossa Federação. Após dois anos de prenúncios reais da privatização que estaria vindo, com o decorrer de um Grupo de Trabalho Interministerial iniciado em 2009, entramos em 2011 com o PT assumindo a Diretoria da ECT e, em abril, a presidente Dilma publica a MP-532 no Diário Oficial da União em meio à completa passividade da Fentect.

A postura intransigente contra a privatização dos Correios, expressa nas ruas, manifestações, greves e ocupações do Congresso Nacional no nefasto governo FHC deram agora um giro em direção ao silêncio e compactuação diante deste golpe privatizante do governo Dilma.

A MP chegou com a Fentect em total silêncio. Antes, sabendo da iminente MP, nada falou nem enfrentou. Quando foi proposto à direção da Fentect, após a audiência pública (03/08) sobre a MP-532, deflagrar greve nacional em todo o país, os pelegos foram contra, ou seja, mostraram mais uma vez de que lado estão. No dia em que estava previsto votar a MP, dia 10/08, a Fentect publica em seu sítio: “O deputado Arnaldo Jardim ficou de estudar, junto a sua assessoria técnica, a possibilidade de garantir o emprego dos trabalhadores ecetistas.” (http://www.fentect.org.br/noticia/mp-532-pode-ser-votada-esta-semana/). Ou seja, em notícia oficial da Federação, ao mesmo tempo se admite o risco das demissões com a mudança nos Correios e se suplica e rebaixa (e não se enfrenta de frente o problema) ao deputado relator a “possibilidade” de garantir os nossos empregos. Tenha a santa paciência... Parece que estes dirigentes da Fentect, contrários à greve nacional para derrotar a MP-532, em vez de preocupação com o ataque em curso estão bem tranqüilos. Este papel da Fentect precisa ser denunciado.



Paralisação em Porto Alegre

Aqui fazemos uma justa polêmica com os companheiros do Movimento Revolucionário, corrente política que dirige parte do Sintect/RS. Em texto desta corrente, é abordada a paralisação ocorrida em parte do RS no dia 10/08. Nele, equivocadamente, se pinta que a paralisação, ocorrida somente em Porto Alegre e em poucos setores da zona Sul do Estado, foi “um grande dia de luta e paralisação dos trabalhadores dos Correios do Rio Grande do Sul”. Também se entra no debate de que defender uma greve (parece aqui que sem analisar a correlação de forças ou a realidade concreta) seria uma questão de princípio, quando, infantilmente, se utiliza o adjetivo “covarde” a companheiros que jamais furaram uma greve deliberada pela categoria.

Consideramos que esta paralisação merece muito respeito e foi uma decisão soberana da categoria.

Porém, no embalo da vontade de querer que algo ocorra independentemente de existirem condições, o MR enxerga a realidade como quer e não como ela é. Assim, uma paralisação local, no contexto de 34 sindicatos não-paralisados, seria correta no sentido de surtir efeito contra uma medida nacional e teria boa adesão dos trabalhadores? Como 200 trabalhadores paralisados (como foi), num universo de 6000 na DR/RS, poderia impor temor ao governo e derrotar uma Medida Provisória contra 107 mil funcionários? Dizer que a nossa paralisação, nesses moldes, surtiu efeito sobre o movimento nacional e a MP, além da justa legitimidade desta luta, é faltar com a verdade na análise. Além de ser inegável para qualquer setor sindical reconhecer que a adesão foi muito baixa.

E o MR utiliza-se do oposto, da análise errada e da política do jogar as fichas sem calcular riscos para atacar um setor de luta e independente do governo, com o artifício de que esta paralisação era acertada. Se foi acertada, por que aderiu a ela apenas 4% da categoria no RS e apenas paralisou uma subsede, de um total de seis? Será que os trabalhadores que não pararam são covardes ou, em parte, compreenderam o equívoco de um paralisação isolada? E em todo instante a direção desta paralisação tenta convencer os trabalhadores que não haverá retaliação, dizendo que a DR se comprometeu a não punir. Por que, então, um dia depois da paralisação, a direção do sindicato teve que cobrar a direção da ECT contra a convocação ao trabalho em pleno Dia dos Pais? E será que esse suposto “compromisso” de não punir inclui pagar o dia de trabalho dos paralisados? Não retaliar é abonar o dia de paralisação. A direção da paralisação garante o abono do dia ou deveria ter dito francamente sobre o mais provável a ocorrer? Ou será que tanta confiança depositada na direção da ECT (que inúmeras vezes nos puniu após grandes greves) é apenas um modo de justificar que a paralisação não teve riscos e que ela era correta?



A FNTC e a necessidade de travar a luta

Em meio aos ataques contra os trabalhadores e à ECT pública uma coisa é certa: é necessário lutar e não entregar os pontos. Tanto as péssimas condições de trabalho que vivemos e a campanha salarial 2011/12 quanto a corrupção e a MP-532 impõem a necessidade de lutar. Mesmo com a Fentect manobrando, a nossa categoria já sente a progressiva piora da sua vida e de suas condições e, aqui e no tempo que for, os pelegos e suas sucessivas sujeiras e traições não darão uma resposta à altura. A FNTC precisa ser construída, ampliada, atuar nas oposições, afirmar a democracia. É urgente toda pressão dos sindicatos de luta para construir uma data de greve nacional contra a MP. A Frente deve ser uma responsabilidade dos setores do movimento que se dizem contra as traições da Fentect, precisa ser assumida pelo sindicato do Rio Grande do Sul, com o compromisso dos setores que a reivindicam, junto com a quebra da nefasta proporcionalidade, que faz o nosso sindicato se apresentar com uma direção frágil e desunida. É uma grande tarefa travar e resgatar as lutas históricas dos ecetistas no Brasil, na medida em que nossos problemas se agravam. E a luta da FNTC passa pelo Rio Grande do Sul.



Corrente Sindicato é Pra Lutar

Construindo a Frente Nacional dos Trabalhadores dos Correios (FNTC)

Rio Grande do Sul – Agosto/2011

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

A direção da ECT confirmou a proposta ridícula de 6.87% para correção salarial.




Companheiros(as), no dia de hoje o comando nacional de negociação dos
trabalhadores esteve, mais uma vez, reunido com a comissão de negociação da ECT.
Em relação à prorrogação da vigência do Acordo Coletivo de Trabalho 2009/2011, a
comissão da ECT informou que o mesmo continuará vigente até a assinatura do Acordo em negociação, e que no Acordo 2011/2012 as partes acrescentarão uma cláusula de convalidação da extensão referente a este assunto, mantendo a data base em 01 de agosto. Este Comando informou que fará consulta a sua Assessoria Jurídica sobre este assunto.
Quanto às questões econômicas a comissão da ECT apresentou a seguinte proposta:
Reposição da Inflação do período de 01/08/2010 a 31/07/2011 de 6,87%, calculada pelo índice doIPCA. Quanto às cláusulas de benefícios, conforme divulgado por este comando
anteriormente, a ECT já apresentou:

1 – Vale Alimentação/Refeição
Hoje – R$ 23,00
Proposta ECT – R$ 24,50, com o índice de 6,52%
2 –Vale Cesta Básica
Hoje – R$ 130,00
Proposta ECT – R$ 138,00, com o índice de 6,50%
3 – Vale Peru (Vale cesta-extra)
Hoje – R$ 529,00
Proposta ECT – 563,50, com o índice de 6,52%
4 – Auxílio para filhos dependentes de cuidados especiais
Hoje – R$ 571,74
Proposta ECT – R$ 611,00, com o índice de 6,86%
Este comando ressalta que os índices de reajuste apresentados nas cláusulas de benefícios são inferiores à inflação do período.
Mediante o exposto, este comando orienta pela rejeição da proposta apresentada pela ECT pelo fato da mesma não apresentar ganho real, nem atender às reivindicações dos trabalhadores. Orientamos também pela aprovação do estado de greve nas assembléias de
23/08/2011, bem como o indicativo de greve para 13/09/2011.


segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Governo Dilma quer reeditar acordo salarial bianual nos Correios e aprovar a MP 532


No jornal O Globo deste domingo, 14/08, a matéria publicada com a posição do governo Dilma não deixa nenhuma dúvida: o ajuste fiscal anunciado amplamente para enfrentar a crise econômica mundial terá como alvo principal o salário dos trabalhadores do serviço público e das empresas de Correios, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Petrobrás e Infraero.
As direções destas empresas já foram orientadas a negar reajuste salariais acima da inflação (6,87%-INPC),  não só para este ano, como também em 2012. Logo, na prática, é a repetição da tática do famigerado acordo bianual. Pois, no ano que vem será ano eleitoral novamente e os interesses eleitorais do governo estarão acima dos direitos dos trabalhadores.
Não iremos permitir mais nenhuma vacilação dos dirigentes sindicais governistas da CUT e CTB que estão a frente do comando de negociações da FENTECT e nos sindicatos.
Neste sentido, temos que lotar as assembléias convocadas para a próxima terça feira, dia 23/08, para aprovação do estado de greve e a antecipação da data da greve nacional para arrancarmos ganhos reais acima da inflação e para barrarmos a privatização com a MP 532/2011. Esta discussão deve ser levada para cada local de trabalho e prepararmos a greve desde já nas reuniões de delegados sindicais e cipeiros.
Outro fator fundamental é a unificação das lutas entre nós dos Correios, com os bancários, petroleiros e aeroviários, para juntos enfrentarmos o mesmo patrão. Com este objetivo, nós da Oposição Nacional ligada a CSP-Conlutas levaremos esta discussão para a Frente Nacional dos Trabalhadores dos Correios-FNTC e convocaremos todos a participação na Jornada Nacional de Lutas que acontece de 17 a 26 de agosto, e já conta com as primeiras iniciativas por diversas categorias de trabalhadores e dos movimentos sociais, tendo como destaque a manifestação nacional em Brasília no dia 24 de agosto



quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Proposta da ECT para Reajuste de Benefícios

BENEFÍCIO
COMO É HOJE

PROPOSTA DOS CORREIOS

Vale-alimentação/ refeição
R$ 23,00

R$ 24,50

Vale-cesta básica
R$ 130,00

R$ 138,00

Vale-cesta extra
R$ 529,00

R$ 563,00

Auxílio para filhos
dependentes portadores de
necessidades especiais

R$ 571,74

R$ 611,00

Vale-farmácia
Não existe

Está sendo encaminhada, em conjunto com
a Fentect, a implantação de uma política
para atendimento deste benefício


quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Funcionários dos Correios paralisam atividades no Estado


Categoria critica Medida Provisória que pode afetar qualidade do serviço e terceirizar trabalho


Categoria critica Medida Provisória que pode afetar qualidade do serviço e terceirizar trabalho.

Os trabalhadores dos Correios paralisaram, nesta quarta-feira, as atividades no Rio Grande do Sul para protestar contra a Medida Provisória 532. Na avaliação da categoria, se o texto for aprovado, poderá afetar a qualidade dos serviços postais e resultar na terceirização do trabalho. O Ministério das Comunicações, porém, defende que as medidas visam modernizar os Correios. A meta do governo federal é transformar a atual estrutura em uma empresa moderna, com serviços de melhor qualidade.

Na área de serviços eletrônicos, os Correios poderão oferecer a telefonia como operador virtual, o que permite alugar parte da rede de grandes empresas e oferecer linhas aos consumidores. A empresa também deve aumentar a hospedagem de lojas de comércio pela Internet, além de atividades como certificação digital, e-mail registrado, entrega de mensagens de forma sigilosa e segura e o serviço de correio híbrido – no qual é possível enviar uma correspondência eletrônica para ser impressa pela empresa antes de chegar ao destinatário.

Assim, a Medida Provisória autoriza os Correios a oferecer serviços bancários. Atualmente, a empresa tem o Banco Postal, que oferece os serviços de apenas um banco, definido por licitação, com cerca de 11 milhões de contas e mais da metade corresponde aos clientes com renda de até dois salários mínimos.

Por meio da MP 532, os Correios podem também atuar no setor de aviação. Com isso, a empresa poderá participar como sócia minoritária de outra companhia, constituir um empreendimento próprio ou aumentar o tempo de validade dos contratos com as empresas. Os Correios gastam por ano cerca de R$ 300 milhões com serviços aéreos.
Sociedade anônima
O secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos do Rio Grande do Sul (Sintect/RS), Vicente Guindani, argumentou que a meta do governo é transformar os Correios em uma sociedade anônima. “A medida representaria uma ameaça a função social da empresa, além de prepará-la para a privatização”, sintetizou.

Em Porto Alegre, os servidores permaneceram mobilizados junto ao edifício-sede, na rua Siqueira Campos, no Centro, no começo da tarde, eles deram um abraço simbólico no prédio e acorrentaram as portas, impedindo o acesso dos colegas que não aderiram à mobilização. “Não descartamos a possibilidade de paralisar as atividades por tempo indeterminado para sinalizar nosso descontentamento com as mudanças projetadas”, observou. Guindani disse ainda que faltam carteiros e, por consequência, há atraso na entrega das correspondências.


Crédito: Tarsila Pereira

terça-feira, 9 de agosto de 2011

O pensador francês Edgar Morin

 
O pensador francês Edgar Morin foi o palestrante desta segunda-feira (09/082011)  no ciclo de altos estudos Fronteiras do Pensamento.  Morin apresentou suas próprias propostas para o futuro:

- Chega de tudo girar em torno do desenvolvimento, é preciso uma política de humanidade simbiótica que reconheça cada nação e cultura. - falou.

Morin criticou a noção contemporânea de "bem-estar" muito associada à aquisição material, conclamando a uma mudança de noção, não de bem-estar, mas de bem-viver - sempre passando, claro, por uma mudança na educação para o futuro, tema central de muitos de seus livros.

— Precisamos reformar a educação totalmente: o verdadeiro educador ensina a enfrentar os problemas da vida e a enfrentar incertezas — disse

Por Zerohora.com

O vídeo a seguir se afina com o discurso de Morin. Partindo de uma crítica ao sistema que privilegia o consumo de bens não duráveis e ao Estado que governa para os grandes empresários capitalistas, o vídeo faz uma crítica ao consumo desenfreado que associa felicidade e bem-estar a consumo.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Presidente dos Correios quer sair: fogo amigo entre suas alas.




Está aceso o fogo amigo entre as alas do PT e PMDB representadas na diretoria dos Correios.
No caso do PT, também as sub-alas porfiam,por exemplo, a dos ex-deputados Ricardo Berzoini e Luiz Gushiken,que fizeram o presidente Wagner Pinheiro, tirando-o da presidência do fundo de pensão da Petrobras (Petros) em contraposição à ala do ministro Paulo Bernardo, que age através do vice-presidente de Administração e superintendente executivo Nelson Luiz Oliveira Freitas,que na verdade é o eixo das grandes decisões dos Correios.
Sentindo-se isolado, Wagner quer sair, e voltar à Petrobras, setor que dominava.Na empresa postal ele é apenas mais um no meio do fogo cruzado das intrigas, sabotagens e maledicências que traduzem o ambiente interno nos Correios, que em nada melhorou após a tumutuada época sob a influência direta da ex-ministra Erenice Guerra.
O cerne da questão interna é a briga direta e selvagem - co constantes vazamentos à imprensa de seus lances - pelo controle dos rumos da empresa,travada entre o pessoal original da casa - a chamada "nomenclatura" - - e os assessores contratados do mercado, preferencialmente petistas filiados, e cujo número foi ampliado recentemente pelo ministro das Comunicações,pesidente do Conselho de Administração,com a reforma do estatuto.
Outro ângulo da disputa é o ideológico, entre as alas que se batem pela privatização dos serviços costumeirizados dos Correios - como as rede postal aérea - e os que pretendem mantê-lo como empresa estatal monolítica e fechada.
Quem prevalecerá? Ambas as alas no momento mostram-se fragilizadas para exercer seu predomínio.O tema Correios não entrou ainda na agenda prioritária de Dilma.
29/07/2011 por ww.cartapolis.com.br
.cartapolis.com.br

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

PF culpa bancos por atraso em investigação de caso Erenice

Por que será que os banqueiros demoram a enviar a quebra de sigilo? Alguém arrisca opinar?


Bancos têm atrasado, segundo a Polícia Federal, a conclusão do inquérito aberto para investigar suposto tráfico de influência da ex-ministra Erenice Guerra e seus familiares na Casa Civil.
Apesar da Justiça ter concedido a quebra do sigilo bancário de alguns investigados com o prazo máximo de dez dias, tem havido uma "demora sistemática", de acordo com a PF, para que esses dados sejam enviados à Justiça pelos bancos.
Auditoria reprova contratos investigados no caso Erenice
Braço direito da presidente Dilma Rousseff no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, Erenice deixou o ministério em setembro do ano passado, após a Folha revelar que ela tinha recebido um empresário que negociou contrato com firma de lobby de um filho dela.
Já foram ouvidas mais de 50 pessoas no inquérito, segundo a Folha apurou-- entre elas, funcionários da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) e empresários ligados à família da ex-ministra.
A Polícia Federal pediu à Justiça, por conta dos atrasos nas quebras dos sigilos bancários, a renovação do prazo do inquérito por mais 30 dias. É a quinta vez que os investigadores pedem a prorrogação da investigação, que já dura dez meses.
A Folha apurou que haverão novas diligências dentro do inquérito na segunda-feira (25).
A CGU (Controladoria-Geral da União) encerrou em março as investigações de denúncias sobre o caso e encontrou três irregularidades "graves".
A controladoria considerou que a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) beneficiou a empresa de telefonia Unicel, dirigida à época pelo marido de Erenice, ao conceder a ela uma faixa de frequência em condições privilegiadas e recomendou a suspensão da outorga.
A CGU também encontrou "irregularidades" num convênio entre o Ministério das Cidades e a Fundação Universidade de Brasília que causou prejuízo de R$ 2,1 milhões aos cofres públicos, e na contratação pelos Correios da empresa aérea MTA Linhas Aéreas em contratos que somavam R$ 59,8 milhões.
Erenice não foi encontrada pela reportagem para comentar o caso.


Fonte: Folha.com
MATHEUS LEITÃODE BRASÍLIA

INFORME URGENTE DA FRENTE NACIONAL DOS TRABALHADORES DOS CORREIOS - FNTC



Hoje, dia 03 de agosto foi realizada em Brasília-DF uma Audiência Pública na Câmara dos Deputados onde contou com a presença de mais de 100 trabalhadores de Correios, em nível nacional e mais de 20 deputados, os quais em suas intervenções todos deixaram claro que estão a favor da MP-532-2011 que, se aprovada, vai privatizar os Correios.

O relator da MP-532 escolhido é o Deputado Arnaldo Jardim do PPS-SP que na sua fala afirmou categoricamente que é a favor da MP e que a mesma será votada na próxima semana, provavelmente na quarta-feira dia 10/08. O relator mesmo não sendo da base governista disse que foi procurado pelo presidente da ECT.

Este fato só aumenta mais ainda a responsabilidade da FNTC, diante da relação de apoio às medidas do governo Dilma que tem a maioria da FENTECT e dos sindicatos. Neste sentido, os membros dos sindicatos e oposições da FNTC presentes em Brasília reuniram-se e aprovaram as seguintes propostas que serão levadas para a Comissão da FENTECT contra a MP:

1.      Chamada de paralisação nacional da categoria no dia votação da MP;

2.      Fazer um acampamento em Brasília a partir da véspera do dia da votação da MP;

3.      Fazer uma campanha de envio dos cartões postais e envio massivo de e-mail para as caixas de mensagem de todos os deputados, de acordo com sua base eleitoral. Principalmente para o deputado relator;

4.      Colocar uma nota pública no horário nobre nas redes de TV;

5.      Que os sindicatos liberem os seus dirigentes e mande imediatamente para Brasília, assim como os demitidos, afastados e trabalhadores em férias.



Brasília 03 de agosto 2011

A  coordenação

terça-feira, 2 de agosto de 2011

PT assume loteamento dos Correios

Reportagem do Jornal CORREIO DO POVO de PORTO ALEGRE, SEGUNDA-FEIRA, 18 DE JULHO DE 2011.

A disputa por cargos agora será mais acirrada dentro dos Correios. É importante agora defender o nosso emprego. Muitos oportunistas já se levantam em defesa da MP532 e dos Correios S/A, não podemos assimilar esse discurso da base governista que se infiltra dentro dos sindicatos. A realidade dos Correios quem sabe são os trabalhadores que trabalham dobrado para atingir as metas absurdas que a Empresa impõe. Os terceirizados que a Empresa diz na imprensa estar ocupando as vagas faltantes é uma farsa. Em muitos CDDs é possível ver DOIS terceirizados ocupando a posição de UM trabalhador, enquanto os carteiros se ocupam de DOIS distritos o seu e mais uma ´Dobrinha'. Essa é cara do Novo Correio. Distribui cargos entre a companheirada e os trabalhadores de verdade são superexplorados.




Uma mudança no estatuto dos Correios, feita em maio deste ano, permite ao PT aparelhar os principais cargos de direção, chefia e gerência da estatal. "Dono" dos Correios no governo da presidente Dilma Rousseff, após uma longa hegemonia do PMDB na era Lula, o partido poderá agora levar funcionários de carreira de outros órgãos do governo para assumir vagas de presidentes de comissões de licitação, diretores regionais, superintendentes executivos, diretores regionais, chefes de departamento, coordenadores de negócios e de operações, entre outros cargos.



Até então, essas funções só podiam ser ocupadas por servidores concursados da estatal. Agora, o governo está livre para tirar os funcionários de carreira e trocá-los por apadrinhados políticos. A manobra está no Decreto 7.483, assinado no dia 16 de maio pela presidente Dilma Rousseff e pelos ministros Paulo Bernardo (Comunicações) e Miriam Belchior (Planejamento).



A decisão, que não precisou passar pelo crivo do Congresso, criou dois artigos que não existiam antes, os de número 43 e 44. Os artigos permitem aos Correios requisitar, da administração pública direta e indireta, servidores para ocupar "funções gerenciais e técnicas" na estatal. Serão atingidas as unidades regionais e as vinculadas à diretoria executiva da empresa