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terça-feira, 2 de agosto de 2011

PT assume loteamento dos Correios

Reportagem do Jornal CORREIO DO POVO de PORTO ALEGRE, SEGUNDA-FEIRA, 18 DE JULHO DE 2011.

A disputa por cargos agora será mais acirrada dentro dos Correios. É importante agora defender o nosso emprego. Muitos oportunistas já se levantam em defesa da MP532 e dos Correios S/A, não podemos assimilar esse discurso da base governista que se infiltra dentro dos sindicatos. A realidade dos Correios quem sabe são os trabalhadores que trabalham dobrado para atingir as metas absurdas que a Empresa impõe. Os terceirizados que a Empresa diz na imprensa estar ocupando as vagas faltantes é uma farsa. Em muitos CDDs é possível ver DOIS terceirizados ocupando a posição de UM trabalhador, enquanto os carteiros se ocupam de DOIS distritos o seu e mais uma ´Dobrinha'. Essa é cara do Novo Correio. Distribui cargos entre a companheirada e os trabalhadores de verdade são superexplorados.




Uma mudança no estatuto dos Correios, feita em maio deste ano, permite ao PT aparelhar os principais cargos de direção, chefia e gerência da estatal. "Dono" dos Correios no governo da presidente Dilma Rousseff, após uma longa hegemonia do PMDB na era Lula, o partido poderá agora levar funcionários de carreira de outros órgãos do governo para assumir vagas de presidentes de comissões de licitação, diretores regionais, superintendentes executivos, diretores regionais, chefes de departamento, coordenadores de negócios e de operações, entre outros cargos.



Até então, essas funções só podiam ser ocupadas por servidores concursados da estatal. Agora, o governo está livre para tirar os funcionários de carreira e trocá-los por apadrinhados políticos. A manobra está no Decreto 7.483, assinado no dia 16 de maio pela presidente Dilma Rousseff e pelos ministros Paulo Bernardo (Comunicações) e Miriam Belchior (Planejamento).



A decisão, que não precisou passar pelo crivo do Congresso, criou dois artigos que não existiam antes, os de número 43 e 44. Os artigos permitem aos Correios requisitar, da administração pública direta e indireta, servidores para ocupar "funções gerenciais e técnicas" na estatal. Serão atingidas as unidades regionais e as vinculadas à diretoria executiva da empresa

 

 

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