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sexta-feira, 29 de junho de 2012

A (des?)Orientação dos Sindicatos no Governo da Frente Popular

"Como já diz a música: "_... a porteira está aberta para quem quiser passar..." E quem mais passou foram os sindicalistas petistas, que trocaram o macacão pela gravata e a graxa pelo ar condicionado".
 
                                                                              

             Na segunda metade da década de 70, com o fenômeno da mobilização dos trabalhadores a partir do eixo ABC paulista, surge a necessidade da reorganização da classe nos sindicatos e consequente retomada da direção dos mesmos do controle da CGT e seus sindicalistas pelegos. É uma época de ascenso, com a fundação do PT e da CUT e grandes conquistas sociais e trabalhistas a partir das ocupações no campo e nas cidades e das greves gerais dos anos 80.
            Com ampla aceitação popular, o PT se transforma num fenômeno eleitoral e, a passos largos, abandona o corpo a corpo das mobilizações em prol das relações íntimas com os labirintos da burocracia parlamentar. A pseudo-democracia burguesa cobra seu preço, e já na metade da década de 90 o Partido dos Trabalhadores trocou de vez a presença na luta pela participação nas urnas. O PT patrão absorve a cartilha do capital e pipocam as denúncias de repressão nas greves contra a Erondina em São Paulo,Tarso em Porto Alegre ou Benedita no Rio de Janeiro. E contra esses governos a CUT já não se dispunha a ecoar.
             Apesar dos pesares, a ilusão de um Brasil vermelho levou à experiência com Lula, e o PT aprofundou com louvores a política de conciliação de classes proposta pelo PDT de Brizola e a Força Sindical do Medeiros. Como já diz a música: "_... a porteira está aberta para quem quiser passar..." E quem mais passou foram os sindicalistas petistas, que trocaram o macacão pela gravata e a graxa pelo ar condicionado. Uma hipérbole na história do movimento, que substituiu os pelegos da CGT pelos pelegos da CUT.
               É nesse contexto que surge a Conlutas, uma  proposta de retomada do movimento operário de luta a partir da experiência de uma vanguarda que não sucumbiu ao canto da sereia neoliberal. Entre denúncias e enfrentamentos diretos com o governo, apresenta-se como alternativa de fato no processo de resistência contra o capital e seus testas de ferro( judiciário, legislativo, executivo e imprensa)

Memorial do Rio Grande do Sul




Antigo Prédio dos Correios e Telégrafos

A Praça da Alfândega, em Porto Alegre, chama a atenção pela arborização e pelos prédios históricos que compõem a sua paisagem. Dentre eles, um nos chama mais a atenção: o antigo prédio dos Correios e Telégrafos. Quem nunca ouviu colegas mais antigos comentando que começaram a desempenhar suas funções ali? Que no passado eram mais bem remunerados, que a parte da triagem não era feita pelo carteiro, que se deslocavam de lá para outras regiões da cidade... Enfim, muitas mudanças aconteceram ali, naquele espaço físico que hoje serve apenas como um grande monumento construído com o suor de muitos trabalhadores ecetistas. 
O Prédio dos Correios e Telégrafos

Parte Lateral Vista da Atual Sede da EBCT


A construção do prédio que abrigou a sede dos Correios e Telégrafos foi iniciada em 30/09/1910 e concluída em 31/12/1913. A execução do projeto foi confiada ao engenheiro Rodolfo Ahrons e ao arquiteto Theodor Wiederspahn. O estilo arquitetônico é marcado pela tendência às formas abarrocadas.
A firma de Ahrons foi escolhida por ser sólida e representar a comunidade alemã, que vinha constituindo-se em relevante segmento econômico da sociedade gaúcha. O Governo positivista julgava importante se aproximar dela, pois representava uma forte aliada política.
A decoração do prédio ficou sob a responsabilidade da oficina de esculturas de João Vicente Friederichs que, a partir de então, se projetou na comunidade. O Engenheiro Rodolfo Ahrons queria que as esculturas privilegiassem uma linguagem mais familiar ao público, reportando-o ao seu cotidiano.
O grupo principal de esculturas pretendia evidenciar os serviços prestados pelos correios unindo os continentes. Três figuras compõem este grupo: ao centro uma figura masculina (Atlante) curvada pelo peso do Globo que carrega nas costas; dos lados um mulher e um adolescente também empenhados em levantar o globo. A figura feminina representa a Europa e o adolescente a América.
Mais dois grupos de esculturas na fachada evidenciam uma linha familiar: a mãe que enlaça o filho com um braço e com o outro segura uma carta (mostrando a dor da separação dos imigrantes e a função doméstica da mulher como base da família).
A ideia de mostrar nas esculturas as expectativas dos imigrantes agradava ao governo positivista. Havia, nesse período, uma política de incentivo à imigração e sua integração à economia colonial.

Quem foi Theodor Wiederspahn

- Um dos principais arquitetos da história do Estado, Theodor Wiederspahn nasceu na Alemanha em 1878
- Veio para o Brasil em uma leva de engenheiros e arquitetos alemães que, com a proclamação da República aqui e a crise econômica na Europa, buscavam trabalho no país
- Radicado em Porto Alegre, participou da onda de construções da década de 1920 na cidade
- Trabalhava com o estilo eclético, reunindo traços renascentistas, neobarrocos e neoclássicos, ao lado de uma concepção decorativa luxuosa
- Ele projetou os prédios da Delegacia Fiscal (atual Margs), Correios e Telégrafos ( Memorial do RS), Banco da Província (Santander Cultural), Hotel Majestic (Casa de Cultura Mario Quintana), Edifício Chaves, Cine Guarany, Cervejaria Bopp (ex-Brahma, hoje Shopping Total), Faculdade de Medicina da UFRGS e Hospital Moinhos de Vento. São mais de 500 projetos, inclusive em cidades do Interior.

A instituição Memorial do Rio Grande do Sul

A ideia da criação de uma instituição que privilegiasse a cultura gaúcha surgiu entre 1995 e 1996, sendo concretizada através de um convênio entre o governo federal e o estadual, em setembro de 1996. Ficou acertado, nessa ocasião, que a sede dos Correios e Telégrafos por quase um século, abrigaria um local de difusão de cultura e memória rio-grandense. O acordo de cedência do prédio implicou também a criação de um Museu Postal e uma Agência Filatélica. O ato de criação deu-se pelo decreto estadual nº 39.9861.17 e a abertura ao público ocorreu em 26 de junho de 2000.
O projeto de restauração foi previamente aprovado pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), uma vez que o prédio foi tombado em 1980.
O antigo prédio dos Correios e Telégrafos foi totalmente revitalizado para abrigar a Instituição. Surgiu, dessa forma, um centro de informação e divulgação da história do Estado, reunindo objetos, mapas, gravuras, fotos, livros, imagens iconográficas e depoimentos importantes sobre os principais fatos ocorridos no Rio Grande do Sul. O riquíssimo acervo está exposto através de uma concepção museográfica moderna, permitindo, assim, a integração com o público e o fácil entendimento dos conteúdos. 
Colunas Personagens

Exposições Permanentes
  • Linha do Tempo, uma exposição de caráter permanente, instalada no saguão do prédio, indicando os principais eventos que modelaram a história e a identidade do povo gaúcho. É uma exposição interativa que abrange 52 módulos e 36 painéis temáticos com textos, ilustrações e mapas.
  • Colunas Personagens, uma adaptação das grandes colunas do saguão para receberem reproduções de documentos, fotografias, desenhos e biografias que contextualizam historicamente a vida de personagens importantes para a memória estadual.
  • Sala Verde dos Correios, administrada por uma parceria entre os Correios e o Ministério do Meio Ambiente, apresentando material de pesquisa, publicações e atividade de outras instituições voltadas à preservação e conscientização ambiental.
  • Museu Postal, onde se preservam relíquias como caixas postais antigas, objetos de escritório e mobiliário usado no antigo Correios e Telégrafos.
 Você sabia?
     No início do século passado, os turistas chegavam pela alfândega do porto, que constituía a principal porta de entrada para a cidade. Por isso, o governo republicano e positivista da época (Carlos Barbosa e Borges de Medeiros) trataram de abrir uma avenida (atual Sepúlveda) do porto até o Palácio (esse projeto não foi concluído, provavelmente porque implicaria em derrubar prédios importantes na época); a alfândega do porto foi equipada com vitrais da França, e a área da atual  Praça da Alfândega foi aterrada (em 1911),  e nos dois lados foram construídos os magníficos prédios dos Correios e Telégrafos, e do atual MARGS. Logo adiante, o visitante podia ver outros dois prédios vistosos: do Clube do Comércio e do que viria a ser, depois, o Cine Guarany (atual Banco Safra):  O entorno da Praça da Alfândega era considerada a "Broadway de Porto Alegre"; os investimentos na área continuaram, porque constituem o "coração pulsante da cidade". Na década de 60 (1967), foi iniciado um grandioso projeto, que foi a construção do maior edifício da cidade, até os dias atuais, denominado Santa Cruz, com 33 andares;  em meados da década de 70, outro prédio expressivo foi construído, para constituir o edifício-sede da Caixa Econômica Federal no RS, que tem numa das paredes externas belíssimas gravuras relativas ao modo de vida do gaúcho na década de 80, na esquina das ruas Andradas e Caldas Júnior, onde se situava antigamente o famoso "Grande Hotel", foi construído um Shopping Center, com outros prédios funcionais, inclusive um novo "Grande Hotel".



Memorial do Rio Grande do Sul
Rua Sete de Setembro, 1020 - Praça da Alfândega - Centro Histórico - Porto Alegre - RS - CEP: 90010-191
Visitação: de terça a sábado, das 10h às 18h.


http://www.memorial.rs.gov.br/
 www.terragaucha.com.br

quinta-feira, 28 de junho de 2012

O que é assédio moral?

Assédio moral ou violência moral no trabalho não é um fenômeno novo. Pode-se dizer que ele é tão antigo quanto o trabalho.
A novidade reside na intensificação, gravidade, amplitude e banalização do fenômeno e na abordagem que tenta estabelecer o nexo-causal com a organização do trabalho e tratá-lo como não inerente ao trabalho. A reflexão e o debate sobre o tema são recentes no Brasil, tendo ganhado força após a divulgação da pesquisa brasileira realizada por Dra. Margarida Barreto. Tema da sua dissertação de Mestrado em Psicologia Social, foi defendida em 22 de maio de 2000 na PUC/ SP, sob o título "Uma jornada de humilhações".
A primeira matéria sobre a pesquisa brasileira saiu na Folha de São Paulo, no dia 25 de novembro de 2000, na coluna de Mônica Bérgamo. Desde então o tema tem tido presença constante nos jornais, revistas, rádio e televisão, em todo país. O assunto vem sendo discutido amplamente pela sociedade, em particular no movimento sindical e no âmbito do legislativo.
Em agosto do mesmo ano, foi publicado no Brasil o livro de Marie France Hirigoyen "Harcèlement Moral: la violence perverse au quotidien". O livro foi traduzido pela Editora Bertrand Brasil, com o título Assédio moral: a violência perversa no cotidiano.
Atualmente existem mais de 80 projetos de lei em diferentes municípios do país. Vários projetos já foram aprovados e, entre eles, destacamos: São Paulo, Natal, Guarulhos, Iracemápolis, Bauru, Jaboticabal, Cascavel, Sidrolândia, Reserva do Iguaçu, Guararema, Campinas, entre outros. No âmbito estadual, o Rio de Janeiro, que, desde maio de 2002, condena esta prática. Existem projetos em tramitação nos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Paraná, Bahia, entre outros. No âmbito federal, há propostas de alteração do Código Penal e outros projetos de lei.
O que é humilhação?
Conceito: É um sentimento de ser ofendido/a, menosprezado/a, rebaixado/a, inferiorizado/a, submetido/a, vexado/a, constrangido/a e ultrajado/a pelo outro/a. É sentir-se um ninguém, sem valor, inútil. Magoado/a, revoltado/a, perturbado/a, mortificado/a, traído/a, envergonhado/a, indignado/a e com raiva. A humilhação causa dor, tristeza e sofrimento.

E o que é assédio moral no trabalho?

É a exposição dos trabalhadores e trabalhadoras a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções, sendo mais comuns em relações hierárquicas autoritárias e assimétricas, em que predominam condutas negativas, relações desumanas e aéticas de longa duração, de um ou mais chefes dirigida a um ou mais subordinado(s), desestabilizando a relação da vítima com o ambiente de trabalho e a organização, forçando-o a desistir do emprego.
Caracteriza-se pela degradação deliberada das condições de trabalho em que prevalecem atitudes e condutas negativas dos chefes em relação a seus subordinados, constituindo uma experiência subjetiva que acarreta prejuízos práticos e emocionais para o trabalhador e a organização. A vítima escolhida é isolada do grupo sem explicações, passando a ser hostilizada, ridicularizada, inferiorizada, culpabilizada e desacreditada diante dos pares. Estes, por medo do desemprego e a vergonha de serem também humilhados associado ao estímulo constante à competitividade, rompem os laços afetivos com a vítima e, freqüentemente, reproduzem e reatualizam ações e atos do agressor no ambiente de trabalho, instaurando o ’pacto da tolerância e do silêncio’ no coletivo, enquanto a vitima vai gradativamente se desestabilizando e fragilizando, ’perdendo’ sua auto-estima.
Em resumo: um ato isolado de humilhação não é assédio moral. Este, pressupõe:
  1. repetição sistemática
  2. intencionalidade (forçar o outro a abrir mão do emprego)
  3. direcionalidade (uma pessoa do grupo é escolhida como bode expiatório)
  4. temporalidade (durante a jornada, por dias e meses)
  5. degradação deliberada das condições de trabalho
Entretanto, quer seja um ato ou a repetição deste ato, devemos combater firmemente por constituir uma violência psicológica, causando danos à saúde física e mental, não somente daquele que é excluído, mas de todo o coletivo que testemunha esses atos.
O desabrochar do individualismo reafirma o perfil do ’novo’ trabalhador: ’autônomo, flexível’, capaz, competitivo, criativo, agressivo, qualificado e empregável. Estas habilidades o qualificam para a demanda do mercado que procura a excelência e saúde perfeita. Estar ’apto’ significa responsabilizar os trabalhadores pela formação/qualificação e culpabilizá-los pelo desemprego, aumento da pobreza urbana e miséria, desfocando a realidade e impondo aos trabalhadores um sofrimento perverso.
A humilhação repetitiva e de longa duração interfere na vida do trabalhador e trabalhadora de modo direto, comprometendo sua identidade, dignidade e relações afetivas e sociais, ocasionando graves danos à saúde física e mental*, que podem evoluir para a incapacidade laborativa, desemprego ou mesmo a morte, constituindo um risco invisível, porém concreto, nas relações e condições de trabalho.
A violência moral no trabalho constitui um fenômeno internacional segundo levantamento recente da Organização Internacional do Trabalho (OIT) com diversos paises desenvolvidos. A pesquisa aponta para distúrbios da saúde mental relacionado com as condições de trabalho em países como Finlândia, Alemanha, Reino Unido, Polônia e Estados Unidos. As perspectivas são sombrias para as duas próximas décadas, pois segundo a OIT e Organização Mundial da Saúde, estas serão as décadas do ’mal estar na globalização", onde predominará depressões, angustias e outros danos psíquicos, relacionados com as novas políticas de gestão na organização de trabalho e que estão vinculadas as políticas neoliberais.

(*) ver texto da OIT sobre o assunto no link: http://www.ilo.org/public/spanish/bureau/inf/pr/2000/37.htm

Fonte: BARRETO, M. Uma jornada de humilhações. São Paulo: Fapesp; PUC, 2000.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Rio+20


Foi exaustivamente reproduzida na internet uma foto (abaixo) com os dizeres: “Os catadores de materiais recicláveis do nosso planeta fazem mais pelo meio ambiente do que toda Rio+20”. 


• Discursos vazios e declarações de boas intenções. Assim terminou a Rio+20, a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável. Após dias de debates, a reunião de cúpula chega ao fim deixando clara a total incapacidade dos governos de todo mundo em levar adiante uma alternativa à exploração desordenada dos recursos naturais.

Diante da fragilidade dos compromissos estabelecidos, revelou-se uma grande hipocrisia a “preocupação” de estadistas e diplomatas com o meio ambiente. Enquanto o capitalismo segue promovendo a barbárie ambiental, o teatro montado pela ONU não pôde dar respostas nem mesmo no marco da “economia verde” ou do “desenvolvimento sustentável”.

Apesar dos discursos entusiasmados, o documento firmado pelos 188 países presentes não dita qualquer meta concreta a seus signatários. O texto “O futuro que queremos” não compromete nenhum governo com qualquer medida em suas 53 páginas de saudação à bandeira da “sustentabilidade”.

Em tese, os chamados “ODS” – Objetivos do Desenvolvimento Sustentável – deverão ser estabelecidos em 2013 e, supostamente, implementados a partir de 2015. A grande decisão da Rio+20, portanto, foi a de adiar as decisões.

Não poderia mesmo ser diferente. Ao redor do planeta, governos são financiados e aliados de empresas e corporações, justamente as que mais poluem e causam danos ambientais de todo gênero. Mesmo sendo obrigados a darem respostas políticas à crescente crise ambiental, as grandes lideranças do capitalismo mundial não podem tomar medidas contra ela
s mesmas

Companheiro Maluf?


"O símbolo da pouca-vergonha nacional está dizendo que quer ser presidente da República. Daremos a nossa própria vida para impedir que Paulo Maluf seja presidente".
Luiz Inácio Lula da Silva , no Comício das Diretas Já, na Praça da Sé, em 1984.

Depois de 28 anos e dois mandatos, nos deparamos com uma aliança inusitada. Pelas mãos de Lula, Paulo Maluf e Fernando Haddad selaram aliança para a prefeitura de São Paulo. As fotos que circularam na internet essa semana, só confirmam o caráter oportunista do PT e das organizações como a CUT. Se pairava alguma dúvida sobre o posicionamento político do PT, as fotos do dia 18/06/2012 na mansão de Paulo Maluf, deixaram nítidas a política do vale-tudo.



Por Ana Luiza
• A aliança anunciada pelo PT com Paulo Maluf para ganhar a Prefeitura de São Paulo é um verdadeiro escândalo. As fotos de Maluf e Lula, com Fernando Haddad, causaram indignação e espanto até nos maiores defensores dos governos do PT.

A ex-prefeita de São Paulo, Luiza Erundina (PSB), vice de Haddad, foi obrigada a reconhecer que a “situação é muito constrangedora” e, no dia seguinte, anunciou que desistiria de sair na chapa com o petista. O que causou ainda mais constrangimento a muito petista enrubescido. Seu partido, porém, vai seguir na aliança Haddad-Maluf.

Paulo Maluf representa o que há de mais odioso e atrasado na direita brasileira. Foi o prefeito “biônico” da ditadura e colaborou na perseguição aos ativistas políticas que lutaram contra o regime militar. Depois se tornou o governador do estado, pela ARENA, partido da ditadura. Neste período, reprimiu as primeiras manifestações pela redemocratização do país, além de criar a ROTA para assassinar o povo pobre nas periferias.

Símbolo da “vergonha nacional”, como dizia Lula no passado, Maluf esteve envolvido em incontáveis escândalos e casos de desvios de verbas. Chegou a ser preso em 2005, mas só ganhou liberdade graças as suas relações com os ricos e poderosos. Seu nome está na lista vermelha da Interpol. Se a justiça brasileira fosse séria, Maluf estaria na cadeia.

 

Mas a aliança do PT com Maluf só pode ser explicada pela completa descaracterização desse partido. O PT símbolo da luta operária contra a ditadura acabou faz tempo, já é parte do passado. A adaptação à democracia dos ricos trouxe também a utilização dos mesmos métodos de corrupção e alianças dos partidos burgueses e o vale tudo se transformou em palavra de ordem. Isso explica toda a corrupção escancarada pelo caso do bicheiro Cachoeira, a aliança com Collor, Renan Calheiros, Sarney...

Assim, o “novo” – supostamente representado pela candidatura Haddad – já é o velho. Até agora, o maior feito do ex-ministro da educação foi conseguir uma das maiores greves de professores das universidades federais que travam uma luta heróica contra a precarização do ensino.










terça-feira, 26 de junho de 2012


 SINDICATO É PRA LUTAR!

Congresso do sindicato:

Organizar a categoria para

derrotar os pelegos!

    
No último período a categoria vem sofrendo fortes ataques: sobrecarga de trabalho, aumento do número de registrado, aplicação do SAP (Serviço de Avaliação de Produtividade), assédio moral por parte dos chefes. Por outro lado, sabemos que há o apadrinhamento de “qualquer um” para ocupar cargo de chefias, só porque são filiados ao PT, houve casos escandalosos de pessoas que não tinham nem 6 meses de empresa e ocuparam cargo de chefia. Existe um processo de sucateamento da empresa que se aprofundou a partir da assinatura da MP 532 (transformou a empresa em S.A.), plano organizado e arquitetado pela Presidente Dilma, para em breve entregar nossa empresa para iniciativa privada.
Apesar de todos esses ataques, vivemos um fenômeno curioso em nosso sindicato. Aqui no estado, o setor pelego ligado à empresa e ao governo vem ganhando espaço na categoria, isso se expressou nas votações para o congresso da Fentect e de Mulheres, onde foi maioria, e começam a se reorganizar para ser maioria do Sintect-RS. Isso se deve, em nossa opinião, principalmente a dois motivos: primeiro, existe uma divisão muito grande do setor mais combativo e segundo, existe uma “tolerância” com os pelegos
Há diretor do sindicato que não fez greve e, inclusive, um diretor do sindicato recentemente virou supervisor na região sul. Entendemos que esses traidores deveriam ser expulsos da direção do sindicato. Nesse momento é preciso entender o que a categoria vive e por isso o Congresso deve ser um espaço de elaboração para construirmos um sindicato mais combativo. Em nosso sindicato a diretoria é eleita através da proporcionalidade, ou seja, todas as chapas que disputam o sindicato compõem a diretoria.
Isso faz com que um setor diretamente ligado aos chefes esteja dentro do sindicato, “são os representantes dos chefes defendendo a categoria [!!!]” . Por isso, nesse congresso existem várias tarefas: debater a política para a categoria, discutir a situação da relação do sindicato com a FENTECT, debater a necessidade de haver uma interação maior com sindicatos através de uma Central Sindical combativa e de luta, que em nossa opinião é a CSP- Conlutas, entre outros temas. MAS DISCUTIR COMO DERROTAR OS PELEGOS PASSA A SER A TAREFA CENTRAL. Acabar com a proporcionalidade é o primeiro passo para varrer os pelegos de dentro do sindicato; o segundo passo é construir uma ampla unidade dos lutadores para vencer essa batalha
 A categoria deve tomar para si a tarefa de no congresso do sindicato eleger representantes comprometidos com a luta, sem qualquer vinculação com a empresa e com os chefes. Não podemos deixar nos enganar com aqueles “colegas” que na nossa frente fazem um discurso de luta, mas que vivem de conchavo com os chefes. Essa é a única forma de termos uma ferramenta de luta, independente da empresa e do governo Dilma, conseqüente, e que defenda incondicionalmente os interesses dos trabalhadores ecetistas.