![]() |
| Estudantes apoiando a mobilização |
Em época de julgamento de mensalão, resultado da
corrupção dos poderosos e traidores das lutas dos trabalhadores, nos deparamos
com mais um arrocho salarial para o funcionalismo público.
Os professores das Universidades Federais em greve
há 78 dias, em todo o país, dão o exemplo, resistindo às tentativas de
enfraquecimento do movimento grevista.
A imprensa, defensora dos interesses dos poderosos,
sequer divulgava nota sobre as greves que se alastravam por todo o País. Hoje,
início do segundo semestre, não teve como obliterar o movimento grevista que
tomou às ruas.
A estratégia usada pela imprensa nas greves é a de sempre,
colocar a população contra os trabalhadores, apontando-os como culpados pelos transtornos. Uma falácia, já que os trabalhadores da Saúde, dos
Correios, da Educação, da Segurança, dos Transportes e etc. também são uma
parcela da população afetada e que, portanto, necessita dos serviços públicos
do mesmo modo. A greve é um sintoma social, se há algum culpado, esse culpado é
o Governo.
Ano passado os políticos aumentaram seus salários,
referendado pela Presidente Dilma Rousseff em 149%. Salários que já
ultrapassavam R$10.000,00 alcançaram a quantia de R$ 26.000,00. Não podemos
admitir que um governo que se diz dos trabalhadores privilegie uma parcela da
população que já é economicamente privilegiada.
A luta dos trabalhadores é uma só. Juntos, somos
mais fortes para derrotar esse sistema organizado e que é forjado para privilegiar
a corrupção entre os poderes. No Brasil há um sistema político, jurídico e econômico
que tem como fim locupletar-se. Um País que anualmente instaura inúmeras
Comissões Parlamentares de Inquéritos (CPIs), apontando irregularidades,
corrupção, evasão de divisas, enriquecimento ilícito e crimes contra o
patrimônio público, tendo os agentes do Estado como principais réus destes
delitos, têm nos seus trabalhadores, estudantes e sociedade organizada à força
necessária para instaurar uma genuína mudança.
Historicamente, o que vemos no Brasil é a impunidade
para os poderosos que, além de gerir o Estado e receber altos salários, nunca são punidos pelos seus delitos e sequer devolvem aos cofres
públicos o que foi roubado. O caso mais escandaloso de todos é o Deputado Paulo
Maluf, que esse ano declarou apoio ao candidato do PT em São Paulo em um aperto
de mão simbólico com o Ex-Presidente Lula em sua mansão. Na lista da Interpol,
Paulo Maluf aparece como procurado em 181 países, por fazer remessas de dinheiro
ilegal aos EUA.
É preciso acreditar e agir para que às mudanças
ocorram: apoiando, participando e defendendo os interesses dos trabalhadores. O
povo não deve temer seu estado. O estado deve temer seu povo.

Nenhum comentário:
Postar um comentário