Notícias, artigos, fotos, videos, charges e informações atualizadas sobre o que acontece com os trabalhadores de Correios no Rio Grande do Sul e no Brasil.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Ato Unificado Correios/Bancários/Petroleiros


Petroleiros-Correios-Bancários

Nessa segunda-feira, 24/09/2012, centena de trabalhadores ocuparam as ruas do centro histórico de Porto Alegre, reivindicando aumento salarial e melhores condições de trabalho.
O governo Dilma, contrariando o discurso outrora feito pelo PT, vem defendendo uma política de arrocho salarial aos trabalhadores federais. Desde o início do ano há greves por todo território nacional, professores universitários, trabalhadores dos Correios, bancários e até mesmo a Polícia Federal engrossa essa massa de trabalhadores que cruzam os braços e exigem melhores condições de trabalho e melhor remuneração.
Passeata pelo Centro Histórico
A propaganda do Brasil pelo mundo afora, é a de que a economia brasileira vai bem. Só resta saber pra quem vai bem. Se para os banqueiros, grandes empreiteiras e grandes empresários que estão felizes com as bondades do governo federal que distribui incentivos à produção industrial e aos grandes investidores.  Para os trabalhadores só resta à facilitação do crédito com taxas de juros escandalosas e aumentos salariais pífios.
A união dos servidores das universidades federais já demonstrou que só indo a luta é que podemos conquistar avanços econômicos e estruturais. É preciso questionar às políticas neoliberais iniciadas no governo FHC e que vem se aprofundando nas gestões petistas.

Almoço em frente o prédio sede

Trabalhadores reunidos na praça Uruguai


bandeiraço

Trabalhadores CDD Antonio de Carvalho

Nariz de palhaço e apitaço

Lutadores

Remuneração Digna

Passeata em frente ao Prédio Sede

Mobilização

Mulheres de luta

Estadão: Julgamento da greve dos Correios será na quinta-feira

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) marcou para a próxima quinta-feira (27) o julgamento do dissídio dos Correios. A Justiça vai decidir, nessa data, o percentual de reajuste a ser concedido aos funcionários e deverá determinar a volta ao trabalho. A expectativa, portanto, é que a greve acabe o mais tardar nesse dia.
Uma última tentativa de acordo será feita nesta terça-feira (25), por iniciativa da ministra relatora do caso, Katia Arruda. Os negociadores, porém, têm pouca expectativa de entendimento, pois nenhuma das partes mudou sua posição.
Na semana passada, o TST propôs que a greve fosse encerrada mediante pagamento de reajuste de 5,2%, mais um aumento linear de R$ 80,00. Os funcionários pedem 43% de aumento. Os Correios, por sua vez, alegaram que as medidas sugeridas pelo TST custariam R$ 854 milhões ao ano, um valor muito elevado. No primeiro semestre de 2012, por exemplo, o lucro operacional dos Correios foi de R$ 266 milhões. A folha salarial da estatal é de R$ 8 bilhões anuais.
Na audiência da semana passada, o TST determinou que 40% dos funcionários de cada unidade continuassem trabalhando. Em caso de descumprimento, a multa é de R$ 50 mil por dia.
De acordo com os Correios, 10.891 funcionários aderiram à greve, o que é considerado um índice baixo. Além disso, praticamente não há atraso nas entregas, pois foi realizado um mutirão no último fim de semana. Foram entregues 23 milhões de cartas e encomendas durante o esforço concentrado.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Zero Hora: Greve prejudica 24% das entregas dos Correios


              
No segundo dia da greve dos funcionários dos Correios, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) registrou um atraso nas entregas de cartas e encomendas de 24%.

"Da carga diária, 76% está sendo entregue no prazo, o que equivale a 27 milhões de cartas e encomendas. O restante pode ter atraso de até um dia" informou a empresa em comunicado divulgado nesta quinta-feira.

A ECT disse também que, assim como nesta quinta, 91% dos trabalhadores seguiram trabalhando normalmente. Dos 120 mil funcionários, um efetivo de 10.438 aderiram à paralisação, segundo aferição feita pela empresa por meio do sistema eletrônico de ponto. Na quarta-feira, a ECT apresentou números similares, mas a federação da categoria argumentou que a empresa "joga os números para baixo" para minimizar a força do movimento.

Para garantir a entrega de cartas e encomendas, os Correios estão adotando medidas como a realocação de empregados das áreas administrativas, contratação de trabalhadores temporários, realização de horas extras e mutirões nos finais de semana.

Na quarta-feira, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu que, apesar da greve, os sindicatos precisam manter um contingente de pelo menos 40% dos profissionais em todas as áreas para evitar problemas no serviço.

"Todos os serviços de entrega dos Correios, inclusive o Sedex, estão disponíveis, com exceção dos que têm 'hora marcada' (Sedex 10, Sedex 12 e Sedex Hoje e o Disque-Coleta) destinados a São Paulo capital e região metropolitana, Tocantins, Distrito Federal, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. No Rio de Janeiro, estão suspensos apenas a entrega de Sedex Hoje e o Disque-Coleta."

O TST também decidiu levar a julgamento o dissídio dos Correios, já que não houve acordo entre a empresa e o sindicato na audiência de conciliação realizada nesta quinta-feira em Brasília. A ministra Kátia Arruda será a relatora e definirá a data do julgamento.

Fonte: Zero Hora

Campanha Salarial 2012






Ontem, 19/09/2012, iniciou-se mais uma greve, resultado da intransigência da empresa em negociar. Antecipando-se ao movimento grevista, no dia 13/09/2012, a empresa protocolou ação no TST pedindo o fim da mesma. O pedido foi negado pela Ministra que entendeu ser prematuro o julgamento e desconheceu os efeitos da greve. Agendou uma reunião de conciliação que aconteceu ontem. A ministra apresentou uma proposta de conciliação que segue:
A primeira audiência de conciliação no TST foi marcada pela intransigência da empresa e pela tentativa de conciliação da Ministra que apresentou uma proposta melhorada de
5.2% de aumento, 8,84% de reajuste nos vales alimentação e cesta, vale extra, R$ 80,00 de aumento linear e a alteração da cláusula 11 do Acordo Coletivo que prevê mudanças no plano de saúde. A empresa solicitou 15 minutos para estudar a proposta, ao retornar afirmou que não concordava com a proposta.
A Ministra encerrou a audiência agendando nova audiência de conciliação para o dia 24/09/2012 até o meio dia. A empresa representada pelo Sr. Larry, diretor de Recursos Humanos afirmou não ter mais negociação e que o TST poderia colocar pra julgamento. A relatora do dissídio é a Ministra Kátia Arruda, cearense, militante do PC do B. Tem uma postura progressista, esperamos que seja justa. 


Agora sabemos quem não quer negociar, desde o início foi dito pela empresa no seu Primeira Hora que os sindicatos não queriam negociar. Pois bem, além de mostrar ser intolerante ao movimento grevista ao levar para o TST de forma prematura, já deixou claro que não quer negociar.
Os trabalhadores precisam ir às ruas, é importante que o movimento grevista cresça e ganhe força. Tivemos grandes conquistas ao longo dos últimos anos, o adicional de 30% foi uma delas, mas não podemos deixar o governo rebaixar os nossos salários, nos oferecendo aumento salarial inferior ao salário mínimo. O nosso poder de compra já está comprometido pela inflação que cresce e que a Dilma insiste em mascarar, oferecendo incentivos aos empresários e arrochando o salário dos trabalhadores.
            Precisamos estar atentos às artimanhas do governo, é preciso resistir, é preciso ir às ruas, é preciso mostrar que as ameaças e opressões não nos intimidam, é preciso reconhecer que só a luta traz mudanças. Somos trabalhadores, vivemos do nosso trabalho árduo, se queremos uma melhor qualidade de vida, precisamos gritar, dizer que não está bom. Que merecemos mais, que produzimos muito e que sacrificamos muito da nossa saúde e do nosso tempo para receber tão pouco. Não aceitamos 5,2%. A grave continua até a vitória!!!

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

FNTC: Informe

FRENTE NACIONAL DOS
TRABALHADORES DOS CORREIOS




Conforme havia sido marcada, no dia 31 de agosto houve mais uma reunião entre o comando de negociação dos trabalhadores e a ECT. A ECT encaminhou sua posição sobre os itens da pauta dos trabalhadores que ainda não havia se posicionado e, conforme se previa, mais uma vez deu respostas evasivas, demonstrando sua indisposição de negociar de fato com os trabalhadores.
Alega que não existem fatos novos para se debater e tampouco está "possibilitada" a fazer uma nova proposta, reafirma que o máximo que pode nos oferecer é os 3% e ainda assim mexer no plano de saúde.
O comando nacional de negociações alertou para a necessidade de avançarmos nas negociações, pois nossa pauta não se resume a questões financeiras, e que diante dessa proposta "misteriosa" de mudança no plano de saúde é urgente que aprofundemos a discussão sobre as mudanças que pretendem. Se dermos às negociações por encerradas e ficarmos com a última posição da ECT onde diz literalmente que a intensão é "reduzir gastos", corremos riscos de grandes perdas.
Conforme estudamos e comparamos, as mudanças, se regulamentadas pelas normas da ANS e diretrizes do governo federal, só nos trarão perdas, podendo aumentar o compartilhamento, passando a ter cobrança de uma taxa fixa mesmo que não usemos o plano e também abre brecha para restringir dependentes e terceirizar todo plano. Diante desse cenário, lamentamos essa postura da ECT e do governo Dilma de não negociar com os trabalhadores.
A todo instante, e por meio dos veículos internos, a ECT insiste em dizer que espera uma contraproposta por parte dos trabalhadores. Essa postura é um total desrespeito com a categoria, que já rejeitou os 3% e inclusive se sente ofendida, não considerando isso uma proposta. Está postura da empresa é provocação,  e demonstra bem claro quem realmente quer uma greve dos trabalhadores. Nós da FNTC estamos dispostos a avançar nas negociações, a discutir todas as cláusulas da nossa pauta de reivindicação e somos parte daqueles que tem total flexibilidade para negociar, mas isso só será possível se a ECT tratar com seriedade as discussões e apresentar propostas concretas para a categoria.
Ao mesmo tempo em que se discute que para nós são apenas 3%, estão vendo uma proposta de aumentar o salário mínimo em 7,9%. Os trabalhadores bancários que tem campanha salarial no mesmo período que a nossa, na primeira rodada de negociações receberam uma proposta de 6%, apenas para iniciar a discussão (o que ainda não é nada perto das suas perdas, mas comprova que a ECT ao oferecer 3% de reajuste salarial está de brincadeira com o trabalhador).
Nesse momento, onde a categoria se sente ultrajada diante de tamanha intransigência, a empresa não oferece nenhuma proposta de ganho real e ainda quer acabar com nosso plano de saúde. Seguimos reafirmando a necessidade da categoria de entender a importância da luta que teremos que travar! Mais do que nunca é hora de lotar as assembleias dos sindicatos, pois já está provado que sem luta nada será garantido!