

Ontem, 19/09/2012,
iniciou-se mais uma greve, resultado da intransigência da empresa em negociar. Antecipando-se
ao movimento grevista, no dia 13/09/2012, a empresa protocolou ação no TST
pedindo o fim da mesma. O pedido foi negado pela Ministra que entendeu ser prematuro
o julgamento e desconheceu os efeitos da greve. Agendou uma reunião de
conciliação que aconteceu ontem. A ministra apresentou uma proposta de conciliação
que segue:
A
primeira audiência de conciliação no TST foi marcada pela intransigência da
empresa e pela tentativa de conciliação da Ministra que apresentou uma proposta
melhorada de
5.2% de aumento, 8,84% de reajuste nos vales alimentação e cesta, vale extra, R$ 80,00 de aumento linear e a alteração da cláusula 11 do Acordo Coletivo que prevê mudanças no plano de saúde. A empresa solicitou 15 minutos para estudar a proposta, ao retornar afirmou que não concordava com a proposta.
5.2% de aumento, 8,84% de reajuste nos vales alimentação e cesta, vale extra, R$ 80,00 de aumento linear e a alteração da cláusula 11 do Acordo Coletivo que prevê mudanças no plano de saúde. A empresa solicitou 15 minutos para estudar a proposta, ao retornar afirmou que não concordava com a proposta.
A
Ministra encerrou a audiência agendando nova audiência de conciliação para o
dia 24/09/2012 até o meio dia. A empresa representada pelo Sr. Larry, diretor
de Recursos Humanos afirmou não ter mais negociação e que o TST poderia colocar pra
julgamento. A relatora do dissídio é a Ministra Kátia Arruda, cearense, militante
do PC do B. Tem uma postura progressista, esperamos que seja justa.
Agora sabemos quem não
quer negociar, desde o início foi dito pela empresa no seu Primeira Hora que os
sindicatos não queriam negociar. Pois bem, além de mostrar ser intolerante ao
movimento grevista ao levar para o TST de forma prematura, já deixou claro que
não quer negociar.
Os trabalhadores
precisam ir às ruas, é importante que o movimento grevista cresça e ganhe
força. Tivemos grandes conquistas ao longo dos últimos anos, o adicional de 30%
foi uma delas, mas não podemos deixar o governo rebaixar os nossos salários,
nos oferecendo aumento salarial inferior ao salário mínimo. O nosso poder de
compra já está comprometido pela inflação que cresce e que a Dilma insiste em
mascarar, oferecendo incentivos aos empresários e arrochando o salário dos
trabalhadores.
Precisamos
estar atentos às artimanhas do governo, é preciso resistir, é preciso ir às
ruas, é preciso mostrar que as ameaças e opressões não nos intimidam, é preciso
reconhecer que só a luta traz mudanças. Somos trabalhadores, vivemos do nosso
trabalho árduo, se queremos uma melhor qualidade de vida, precisamos gritar,
dizer que não está bom. Que merecemos mais, que produzimos muito e que
sacrificamos muito da nossa saúde e do nosso tempo para receber tão pouco. Não
aceitamos 5,2%. A grave continua até a vitória!!!

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