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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Campanha Salarial 2012






Ontem, 19/09/2012, iniciou-se mais uma greve, resultado da intransigência da empresa em negociar. Antecipando-se ao movimento grevista, no dia 13/09/2012, a empresa protocolou ação no TST pedindo o fim da mesma. O pedido foi negado pela Ministra que entendeu ser prematuro o julgamento e desconheceu os efeitos da greve. Agendou uma reunião de conciliação que aconteceu ontem. A ministra apresentou uma proposta de conciliação que segue:
A primeira audiência de conciliação no TST foi marcada pela intransigência da empresa e pela tentativa de conciliação da Ministra que apresentou uma proposta melhorada de
5.2% de aumento, 8,84% de reajuste nos vales alimentação e cesta, vale extra, R$ 80,00 de aumento linear e a alteração da cláusula 11 do Acordo Coletivo que prevê mudanças no plano de saúde. A empresa solicitou 15 minutos para estudar a proposta, ao retornar afirmou que não concordava com a proposta.
A Ministra encerrou a audiência agendando nova audiência de conciliação para o dia 24/09/2012 até o meio dia. A empresa representada pelo Sr. Larry, diretor de Recursos Humanos afirmou não ter mais negociação e que o TST poderia colocar pra julgamento. A relatora do dissídio é a Ministra Kátia Arruda, cearense, militante do PC do B. Tem uma postura progressista, esperamos que seja justa. 


Agora sabemos quem não quer negociar, desde o início foi dito pela empresa no seu Primeira Hora que os sindicatos não queriam negociar. Pois bem, além de mostrar ser intolerante ao movimento grevista ao levar para o TST de forma prematura, já deixou claro que não quer negociar.
Os trabalhadores precisam ir às ruas, é importante que o movimento grevista cresça e ganhe força. Tivemos grandes conquistas ao longo dos últimos anos, o adicional de 30% foi uma delas, mas não podemos deixar o governo rebaixar os nossos salários, nos oferecendo aumento salarial inferior ao salário mínimo. O nosso poder de compra já está comprometido pela inflação que cresce e que a Dilma insiste em mascarar, oferecendo incentivos aos empresários e arrochando o salário dos trabalhadores.
            Precisamos estar atentos às artimanhas do governo, é preciso resistir, é preciso ir às ruas, é preciso mostrar que as ameaças e opressões não nos intimidam, é preciso reconhecer que só a luta traz mudanças. Somos trabalhadores, vivemos do nosso trabalho árduo, se queremos uma melhor qualidade de vida, precisamos gritar, dizer que não está bom. Que merecemos mais, que produzimos muito e que sacrificamos muito da nossa saúde e do nosso tempo para receber tão pouco. Não aceitamos 5,2%. A grave continua até a vitória!!!

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