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segunda-feira, 3 de setembro de 2012

FNTC: Informe

FRENTE NACIONAL DOS
TRABALHADORES DOS CORREIOS




Conforme havia sido marcada, no dia 31 de agosto houve mais uma reunião entre o comando de negociação dos trabalhadores e a ECT. A ECT encaminhou sua posição sobre os itens da pauta dos trabalhadores que ainda não havia se posicionado e, conforme se previa, mais uma vez deu respostas evasivas, demonstrando sua indisposição de negociar de fato com os trabalhadores.
Alega que não existem fatos novos para se debater e tampouco está "possibilitada" a fazer uma nova proposta, reafirma que o máximo que pode nos oferecer é os 3% e ainda assim mexer no plano de saúde.
O comando nacional de negociações alertou para a necessidade de avançarmos nas negociações, pois nossa pauta não se resume a questões financeiras, e que diante dessa proposta "misteriosa" de mudança no plano de saúde é urgente que aprofundemos a discussão sobre as mudanças que pretendem. Se dermos às negociações por encerradas e ficarmos com a última posição da ECT onde diz literalmente que a intensão é "reduzir gastos", corremos riscos de grandes perdas.
Conforme estudamos e comparamos, as mudanças, se regulamentadas pelas normas da ANS e diretrizes do governo federal, só nos trarão perdas, podendo aumentar o compartilhamento, passando a ter cobrança de uma taxa fixa mesmo que não usemos o plano e também abre brecha para restringir dependentes e terceirizar todo plano. Diante desse cenário, lamentamos essa postura da ECT e do governo Dilma de não negociar com os trabalhadores.
A todo instante, e por meio dos veículos internos, a ECT insiste em dizer que espera uma contraproposta por parte dos trabalhadores. Essa postura é um total desrespeito com a categoria, que já rejeitou os 3% e inclusive se sente ofendida, não considerando isso uma proposta. Está postura da empresa é provocação,  e demonstra bem claro quem realmente quer uma greve dos trabalhadores. Nós da FNTC estamos dispostos a avançar nas negociações, a discutir todas as cláusulas da nossa pauta de reivindicação e somos parte daqueles que tem total flexibilidade para negociar, mas isso só será possível se a ECT tratar com seriedade as discussões e apresentar propostas concretas para a categoria.
Ao mesmo tempo em que se discute que para nós são apenas 3%, estão vendo uma proposta de aumentar o salário mínimo em 7,9%. Os trabalhadores bancários que tem campanha salarial no mesmo período que a nossa, na primeira rodada de negociações receberam uma proposta de 6%, apenas para iniciar a discussão (o que ainda não é nada perto das suas perdas, mas comprova que a ECT ao oferecer 3% de reajuste salarial está de brincadeira com o trabalhador).
Nesse momento, onde a categoria se sente ultrajada diante de tamanha intransigência, a empresa não oferece nenhuma proposta de ganho real e ainda quer acabar com nosso plano de saúde. Seguimos reafirmando a necessidade da categoria de entender a importância da luta que teremos que travar! Mais do que nunca é hora de lotar as assembleias dos sindicatos, pois já está provado que sem luta nada será garantido!

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